Pesquisa Datafolha divulgada aponta que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1
Por qualidade de vida 
Pesquisa Datafolha divulgada, no sábado (14/3), aponta que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. O tema está em debate no Congresso Nacional e tem apoio do governo de Lula (PT). Para 27% dos entrevistados, a escala não deveria ser reduzida, e 3% não opinaram.
Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O tema deve fazer parte do plano de governo para as eleições presidenciais. O PT está preparando um documento com diretrizes que será votado durante o 8º Congresso da legenda, em abril. Tarifa zero e soberania nacional também estão entre as pautas a serem discutidas.
A pesquisa Datafolha também mostra que brasileiros que trabalham seis ou sete dias por semana são menos favoráveis à medida do que quem trabalha até cinco dias. No primeiro caso, o apoio alcança 68%, enquanto no segundo, 76%.
Para o instituto, um dos fatores que podem explicar essa diferença é a maior proporção de autônomos e empresários no grupo de pessoas que dizem fazer uma jornada semanal maior. Para eles, trabalhar mais tempo pode significar mais renda.
Para 76%, a redução da jornada é ótima ou boa para a qualidade de vida. Entre os que trabalham até cinco dias por semana, o percentual chega a 81%. Para os que trabalham seis ou sete dias, o índice é de 77%.
Sobre as consequências para a economia brasileira, 50% acham que o fim da escala terá um efeito ótimo ou bom. Para 24%, haverá um impacto ruim ou péssimo. Quando questionados sobre os efeitos pessoais da medida, 68% avaliam que a mudança será ótima ou boa para si.
O apoio ao fim da escala 6×1 é maior entre os jovens de 16 a 24 anos, com 83% a favor, em comparação a 75% dos respondentes de 35 a 44 anos. No grupo de 60 anos ou mais, o apoio é de 55%.
As mulheres apoiam mais a redução da jornada do que os homens: 77% das entrevistadas são a favor, enquanto nos homens o índice foi de 64%.

