Na quarta-feira, 24 de junho, a Diretoria de Gestão de Pessoas publicou um comunicado exigindo uma lista de 15 documentos dos trabalhadores/as que integram o grupo de pessoas que poderão fazer parte do quadro suplementar instituído pelo projeto de lei 459, aprovado na terça-feira, 23, na Assembleia Legislativa.
Em reação à apressada exigência, o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Pedro Blois, divulgou um vídeo orientando que os trabalhadores/as não apresentem os documentos, visto que não há necessidade dessa pressa toda, além do que a própria Companhia possui a documentação exigida, inclusive a Cosanpa contratou uma empresa para fazer a digitalização dos documentos que compõem as fichas funcionais de cada empregado/a. Bastaria, portanto, que a própria empresa designe um grupo para fazer o levantamento de tal documentação.
Mas, parece que a Presidência e a Diretoria de Gestão de Pessoas preferem fazer terrorismo com as pessoas, que já vêm sendo maltratadas e desrespeitadas desde a privatização da Cosanpa. Primeiro foi a desastrosa transferência de vidas inteiras para a capital. Depois, a malfeita lotação dessas pessoas nos setores de Belém, Ananindeua e Marituba. Agora, que muitos até se desfizeram de suas casas em seus respectivos municípios, vem essa lei autoritária e arbitrária impondo que os companheiros/as façam mais uma mudança, desta vez de volta às regionais. Um absurdo, uma violência psicológica e um prejuízo na vida e na carreira profissional desses trabalhadores/as.
Nossa orientação é de que devemos fazer de tudo para que esse processo seja mais leve e calmo. Não há necessidade de terrorismo, pressa e sobretudo não precisa ser à custa de ameaça. Temos a informação de que os trabalhadores/as vêm sendo intimidados por uma assistente social com o argumento de que não receberiam os salários de julho, caso não apresentassem os documentos exigidos. Oportuno observar que a gastança com a contratação de comissionados continua correndo solta na Cosanpa.
A pressa e vontade de constranger os companheiros/as é tão grande que o primeiro comunicado foi divulgado sem o timbre e contatos da empresa. Depois que soltamos o vídeo, outro comunicado foi divulgado já com a marca e contatos da Cosanpa.
Quando foi feita a comunicação da transferência dos trabalhadores/as das regionais para a capital, souberam fazer uma portaria que foi enviada aos e-mails de cada companheiro/a, mas agora o desrespeito passou dos limites. Avaliamos que todos/as merecem respeito, principalmente essas pessoas que fazem parte do quadro fixo da Cosanpa e que agora, não pela vontade deles, irão fazer parte de outro quadro funcional.
É uma sucessão de absurdos que começou com o governo Helder e agora segue com o governo Hana, que desrespeita, maltrata e prejudica mães e pais de família.
O governo do Pará deixou de investir na Cosanpa, privatizou uma empresa essencial à vida de toda a sociedade do Estado do Pará, fez e continua fazendo uso político da Companhia, repassou o serviço a uma empresa privada e agora tira o trabalho daqueles que estudaram, prestaram concurso público, foram aprovados, nomeados, empossados e dedicaram suas vidas à Cosanpa. Não é justo esse tratamento e logo de uma Diretoria que deveria fazer a gestão de pessoas. Os trabalhadores/as têm histórias, problemas e sentimentos. E merecem todo o respeito do mundo.
