As entidades sindicais estiveram presentes e atuantes nas três primeiras reuniões de negociação do ACT 2026/2028 da Eletronuclear, realizadas nos dias 29/04, 08/05 e 14/05, mantendo posição firme e unificada em defesa dos direitos da categoria e da preservação dos acordos específicos de Turno e Parada Programada, que não podem ser diluídos no ACT principal.
Desde o início das negociações, a empresa insistiu em uma proposta limitada à reposição de 100% do IPCA, à manutenção das cláusulas atuais e à unificação dos acordos específicos ao ACT geral — proposta esta que não atende às reais necessidades dos trabalhadores. As entidades sindicais rejeitaram com firmeza a tentativa de unificação, reafirmando que os acordos de Turno e Parada possuem características técnicas, operacionais e históricas próprias, diretamente vinculadas às exigências de segurança da operação nuclear e às normas regulatórias do setor. Abrir mão dessas conquistas seria um retrocesso inaceitável para a categoria.
Ao longo das reuniões, os sindicatos levantaram a voz também contra as possíveis transferências compulsórias de empregados do Rio de Janeiro para Angra dos Reis, a cobrança das casas funcionais e o grave desgaste do clima organizacional — medidas que impõem impactos profundos na vida pessoal e familiar dos trabalhadores. Ficou claro que a categoria enfrenta um cenário de insegurança crescente, agravado pela perda de profissionais qualificados e pela falta de garantias formais sobre questões que afetam diretamente a vida de cada trabalhador e de sua família.
Sindicatos defendem um ACT com vigência de 2 anos
Na terceira reunião, realizada em 14/05, a empresa recuou parcialmente, sinalizando uma proposta para manter os acordos separados por um ano — ainda sujeita à aprovação da SEST e das instâncias de governança, e manter, por termo de compromisso, o tratamento dos neurodivergentes, proposta realizada pelo Sintergia-RJ e o Sinaerj. As entidades sindicais reconhecem o movimento, mas não recuaram: seguem defendendo um ACT com vigência de dois anos, porque entendem que a instabilidade política e econômica prevista para 2027 exige garantias sólidas e duradouras para quem trabalha.
Também foram colocados na mesa temas fundamentais para o futuro da categoria: a reabertura do PDV, o banco de horas, a valorização dos empregados, a preservação do conhecimento técnico da empresa e o fortalecimento do diálogo entre gestão e trabalhadores. As entidades sindicais reafirmam seu compromisso: nenhuma solução será aceita se não respeitar os direitos históricos da categoria, as especificidades da operação nuclear e a saúde física e mental de cada trabalhador.
Fonte: Ascom Sintergia-RJ
