O 14º Encontro Nacional dos Urbanitários (ENU) chegou ao fim consolidando-se como um dos mais importantes espaços nacionais de formulação política, organização sindical e construção coletiva do ramo urbanitário brasileiro. Realizado nos dias 7 e 8 de maio de 2026, em Natal (RN), o encontro reuniu mais de uma centena de dirigentes sindicais de 17 estados, representando 34 entidades dos setores de energia elétrica, saneamento, gás e meio ambiente.

Com o tema “Mais que um encontro: um compromisso com o futuro”, o ENU debateu os impactos das privatizações, transição energética, mudanças climáticas, tarifa social, valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, diversidade no movimento sindical, democracia, soberania nacional e fortalecimento da organização sindical.

Logo na abertura, o presidente da FNU, Pedro Damásio, destacou que o encontro simboliza o compromisso do ramo urbanitário com o futuro do país e da classe trabalhadora.

“Mais do que um encontro, nós saímos daqui com compromisso para o futuro. O sucesso deste evento pertence a cada dirigente, cada entidade e cada trabalhador e trabalhadora que acreditam na luta coletiva e na defesa dos serviços públicos”, afirmou.

A mesa de abertura contou com a participação de:

  • Pedro Damásio (Presidente da FNU)
  • Eduardo de Vasconcelos Correia Annunciato – Chicão (CNTI/FENATEMA)
  • Rodrigo Picinin (FENATEMA)
  • Fernando Mineiro (Deputado Federal PT-RN)
  • Divaneide Basílio (Deputada Estadual PT-RN)
  • João Cayres (ISP Brasil)
  • Wésia Sena (Confetam-CUT e Coletivo de Mulheres da ISP)
  • Ariovaldo Camargo (CUT Nacional)
  • Vitor Soares Duque Estrada (CTB)
  • André Luís Paladino (Força Sindical)
  • Francisco Irailson Nunes Costa (CUT-RN)
  • Ediran Teixeira (DIEESE-RN)
  • José Fernandes de Sousa (Sintern)

Análise de conjuntura: desafios políticos e sociais do Brasil

Após a abertura, a primeira mesa temática do ENU trouxe uma análise da conjuntura política, econômica e social do país, com palestras de Ariovaldo Camargo, secretário administrativo e financeiro da CUT Nacional; Francisco Irailson Nunes Costa, presidente da CUT-RN; e Ediran Teixeira, técnico do DIEESE-RN.

Os debatedores destacaram os desafios enfrentados pela classe trabalhadora diante do avanço das privatizações, da precarização das relações de trabalho, do aumento do custo de vida e das disputas em torno do projeto de desenvolvimento do país.

Durante o debate, Ariovaldo ressaltou a importância da unidade sindical diante do atual cenário nacional e reforçou a necessidade de fortalecimento das entidades sindicais para enfrentar os ataques aos serviços públicos e aos direitos sociais.

Francisco Irailson apresentou uma análise da conjuntura da classe trabalhadora brasileira, incluindo os desafios enfrentados pelos urbanitários, trazendo dados e reflexões que contribuíram para o debate sobre os caminhos de resistência, organização e construção de alternativas para a categoria.

Já Ediran Teixeira apresentou dados econômicos e sociais levantados pelo DIEESE-RN, apontando um cenário de recuperação moderada do emprego formal em 2026, mas ainda marcado pelo forte endividamento das famílias brasileiras e pela perda do poder de compra da classe trabalhadora.

Segundo os dados apresentados, 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas e cerca de 13% não conseguem pagar suas dívidas. O levantamento também apontou juros elevados em modalidades de crédito, como cheque especial, com taxas superiores a 147% ao ano, e crédito não consignado acima de 112%. Ediran também destacou indicadores econômicos como crescimento estimado do PIB em 2,3%, retração de 2,8% no setor de serviços e inflação medida pelo INPC em 4,14%.

Outro dado debatido na mesa foi o custo da cesta básica nas capitais brasileiras. Segundo os números apresentados pelo DIEESE, São Paulo possui atualmente a cesta básica mais cara do país, no valor de R$ 883,94, enquanto Aracaju registra a menor, com R$ 598,38. Em Natal, sede do encontro, o valor chega a R$ 655,77. “O salário mínimo hoje compra menos de duas cestas básicas, o que demonstra o tamanho do desafio enfrentado pela classe trabalhadora”, alertou Ediran durante a apresentação.

A mesa também destacou a importância de os sindicatos se prepararem tecnicamente para os processos de negociação coletiva, utilizando dados econômicos e estudos do DIEESE para fortalecer a luta por reajustes salariais, recomposição das perdas inflacionárias, ampliação de direitos e manutenção das conquistas garantidas nos ACTs da categoria.

Integração energética na América do Sul e o papel do Brasil

Na primeira mesa da tarde do dia 7, a professora Clarice Ferraz, da UFRJ e do Instituto Ilumina, conduziu o debate “Integração energética na América do Sul e o papel do Brasil”. A atividade foi coordenada por Nailor Gato (FNU/Sindur-RO) e Arminda Rocha (STIU-RR).

Durante a palestra, Clarice apresentou uma análise crítica sobre os rumos do setor elétrico brasileiro após a privatização da Eletrobras, alertando para os impactos da financeirização e da lógica privatista sobre a soberania energética nacional.

Segundo a professora, a antiga estatal passou a operar cada vez mais orientada pelos interesses do mercado financeiro e dos acionistas privados, reduzindo seu papel estratégico para o desenvolvimento econômico e social do país.

A palestrante também aprofundou o debate sobre transição energética e civilização ecológica, destacando que a mudança do modelo energético mundial exige não apenas a substituição dos combustíveis fósseis por fontes renováveis e limpas, mas também transformações profundas na economia, nas políticas públicas e na organização da sociedade.

Clarice explicou que a transição energética está diretamente ligada ao enfrentamento das mudanças climáticas, à segurança energética e à construção de um modelo de desenvolvimento sustentável e socialmente justo.

Entre os principais desafios apontados durante a apresentação estiveram a dependência excessiva de hidrelétricas, a necessidade de modernização das redes elétricas, os altos custos de infraestrutura, a desigualdade regional no acesso à energia, os impactos ambientais de grandes empreendimentos e a necessidade de garantir justiça ambiental para as populações mais vulneráveis.

A professora também destacou que o Brasil possui condições privilegiadas para assumir protagonismo internacional na transição energética, devido à sua matriz relativamente limpa e à abundância de recursos naturais, mas alertou que isso exige planejamento público, combate às desigualdades e fortalecimento das políticas ambientais e energéticas. “A transição energética não pode servir apenas aos interesses econômicos. Ela precisa estar ligada à justiça social, à redução das desigualdades e à garantia de desenvolvimento sustentável para toda a população”, destacou durante o debate.

A atividade também reforçou a importância da participação da classe trabalhadora e do movimento sindical na construção das políticas energéticas e ambientais do país, especialmente em um cenário de disputas sobre o modelo de desenvolvimento nacional e de avanço das privatizações no setor elétrico.

Acesse a apresentação da professora Clarice Ferraz: FNU NATAL_ CF

Transição energética e civilização ecológica

A segunda mesa da tarde teve como tema “Transição Energética e Civilização Ecológica”, com palestra do professor José Bertotti, da Universidade Federal de Pernambuco e ex-secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco. A coordenação ficou sob responsabilidade de José Antônio Faggian (presidente do Sintaema-SP) e Sílvia Ferreira (FNU/Sindágua-MG).

O debate aprofundou reflexões sobre mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, justiça social e os impactos ambientais e sociais do atual modelo econômico.

Durante sua exposição, Bertotti defendeu que a transição energética não pode significar precarização do trabalho ou aprofundamento das desigualdades.

“Não existe futuro sustentável com precarização, privatização e destruição dos serviços públicos. A saída passa pela valorização dos trabalhadores, pelo desenvolvimento nacional e pela defesa do meio ambiente”, destacou o palestrante.

A mesa também reforçou a necessidade de construir uma nova lógica de desenvolvimento que coloque os direitos da população e os serviços públicos acima da lógica do lucro.

Mulheres, diversidade e democracia sindical

O segundo dia do ENU começou com uma mesa dedicada ao empoderamento das mulheres e da diversidade nos movimentos sindical e popular.

Participaram do debate:

  • Lucas Gabriel Tonaco Ferreira (Secretário de Comunicação da FNU/Sindágua-MG)
  • Sônia Lúcia Mendes (Secretária da Mulher Urbanitária da FNU/Sintem)
  • Andreia Freitas B. de Oliveira (Vice-Presidenta da CUT-RN/Sintem)
  • Francisco Márcio Rocha de Freitas (Secretário LGBTQIAPN+ da FNU/Sintem)
  • Vicente Mendes Bezerra (Sintern)
    . Gildênia Barbosa da S. Freitas (Presidenta do Sindicato Rural dos Agricultores de Poço Branco – RN e Secretária sobre a Mulher Trabalhadora da CUT-RN)

O debate foi marcado por reflexões sobre igualdade de direitos, participação das mulheres nos espaços de decisão, combate às desigualdades e fortalecimento da organização coletiva, além da defesa da diversidade e do respeito à população LGBTQIAPN+ dentro do movimento sindical e da sociedade.

As falas ressaltaram que a democracia sindical passa necessariamente pela ampliação da participação feminina e da diversidade nas entidades representativas, garantindo espaços mais inclusivos, democráticos e livres de discriminação.

Durante a mesa, também foi exposta a situação vivida pela companheira Júlia Margarida, trabalhadora urbanitária e ex-dirigente sindical vítima de violência psicológica, política e misoginia no exercício de suas funções. O debate reforçou a necessidade de o movimento sindical se posicionar de forma firme diante de casos de assédio e violência contra as mulheres, tema que resultou na aprovação, ao final do encontro, de uma moção de solidariedade e apoio à companheira.

Homens e mulheres participaram ativamente das discussões, reafirmando o compromisso do ENU com um sindicalismo mais inclusivo, plural e comprometido com os direitos humanos, a justiça social e o enfrentamento à violência política e sindical contra as mulheres.

Saneamento, ACTs e defesa dos trabalhadores

Uma das mesas mais importantes do segundo dia abordou os desafios da transição público-privada no saneamento, a necessidade de construção de um piso nacional para a categoria e o fortalecimento da negociação coletiva como instrumento fundamental de defesa dos trabalhadores e trabalhadoras urbanitários.

Participaram:

  • Helena Maria da Silva (Vice-Presidenta do Sintaema-SP)
  • Vitor Soares Duque Estrada (Presidente do Sintsama-RJ)
  • Arilson Wünsch (Presidente do SINDIÁGUA-RS)
  • Rodrigo Picinin (Presidente do Saemac-PR)

A coordenação ficou com:

  • Dulcicleide Ferreira Pantoja (STIU-AP/FNU)
  • Meark Rafael dos Santos Batista (Sintaema-SC).

Durante o debate, os dirigentes destacaram o papel histórico dos sindicatos urbanitários na conquista e manutenção de direitos trabalhistas no Brasil, lembrando que a organização coletiva da categoria foi fundamental para avanços como melhoria das condições de trabalho, redução da jornada laboral, valorização salarial, fortalecimento dos acordos coletivos e defesa dos serviços públicos essenciais.

Os participantes ressaltaram ainda que a negociação coletiva segue sendo uma ferramenta central para garantir proteção aos trabalhadores diante dos impactos das privatizações e da precarização das relações de trabalho.

Entre os temas discutidos estiveram a luta pela redução da jornada de trabalho, a defesa das 40 horas semanais conquistadas por meio do ACT 2025/2027 e a preocupação com a possibilidade de retrocessos caso não avancem projetos em tramitação no Congresso Nacional relacionados à redução da jornada e aos direitos trabalhistas.

Também foram debatidos os impactos da reforma tributária sobre os trabalhadores, incluindo a luta pelo reajuste na faixa de isenção do Imposto de Renda e a necessidade de mobilização sindical em Brasília para garantir avanços nas pautas da classe trabalhadora.

Helena Maria da Silva denunciou os impactos da privatização da Sabesp e criticou o avanço da lógica privatista sobre os serviços essenciais.

“A defesa do saneamento público é a defesa da água como direito humano fundamental. Não podemos aceitar que serviços essenciais sejam subordinados à lógica do lucro”, afirmou.

A dirigente também alertou para os impactos das terceirizações, redução de quadros e intensificação das jornadas de trabalho.

Segundo Helena, o avanço da precarização tem provocado adoecimento físico e mental dos trabalhadores, além do aumento de acidentes de trabalho.

Representando o SINDIÁGUA-RS, Arilson Wünsch destacou que a defesa da água pública está diretamente ligada à valorização profissional dos trabalhadores do setor.

“O saneamento é um serviço público, independentemente de ser prestado por companhia estatal, autarquia ou empresa privada. Defendemos água de qualidade, preços justos e condições dignas de trabalho”, afirmou.

Os dirigentes também reforçaram que a luta sindical dos urbanitários está diretamente ligada à defesa da população brasileira, especialmente diante dos riscos de aumento tarifário, precarização dos serviços e exclusão social provocados pelos processos de privatização.

Mudanças climáticas e os efeitos do calor sobre os trabalhadores

Outra mesa de grande repercussão abordou os efeitos das mudanças climáticas e do calor extremo sobre os trabalhadores.

A palestra foi conduzida por Eduardo Annunciato – Chicão (FENATEMA/CNTI), com coordenação de Alexandre Meduneckas (FENATEMA) e Alessandra Pereira de Souza (STIEHI-SP).

Com base na apresentação técnica do “1º Plano Verão dos Trabalhadores 2025-2026”, Chicão alertou para os impactos diretos das mudanças climáticas sobre a saúde e a segurança dos trabalhadores, especialmente daqueles que atuam em atividades externas e operacionais.

Segundo o dirigente, as alterações nos padrões climáticos têm potencial de ampliar doenças e acidentes relacionados ao trabalho, criando novos desafios para empresas, sindicatos e governos na garantia de ambientes laborais seguros e saudáveis.

A apresentação destacou que a exposição a condições climáticas extremas — como calor excessivo, radiação ultravioleta, poluição do ar e eventos climáticos severos — aumenta significativamente os riscos de acidentes e adoecimento ocupacional.

Entre os principais problemas apontados estiveram hipertermia, desidratação, exaustão térmica, insolação, rabdomiólise, câimbras, fadiga extrema, tonturas, irritabilidade, perda de concentração e aumento dos acidentes de trabalho, especialmente em atividades a céu aberto e operações envolvendo energia elétrica. “A questão climática também é uma questão de saúde e segurança no trabalho. O trabalhador está na linha de frente desses impactos e não pode continuar desprotegido”, destacou Chicão durante o debate.

O dirigente alertou ainda que eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades e enchentes, têm aumentado o risco de acidentes em setores como energia elétrica, construção civil, agricultura e serviços de emergência.

Outro ponto central da palestra foi o debate sobre a NR-15, norma regulamentadora que estabelece limites de tolerância para exposição ao calor ocupacional. Segundo Chicão, a NR-15 prevê medidas técnicas e administrativas para proteção dos trabalhadores, incluindo redução do tempo de exposição, ampliação dos intervalos, disponibilização de áreas sombreadas, hidratação constante e até interrupção do trabalho em situações extremas.

O dirigente criticou alterações realizadas na norma durante o governo anterior, que transferiram para os SESMTs das empresas a definição dos períodos de descanso relacionados à exposição ao calor. “Estamos lutando para corrigir essa distorção e restabelecer mecanismos mais rígidos de proteção aos trabalhadores”, afirmou.

Entre os encaminhamentos aprovados durante a mesa, ficou definida a criação de uma comissão para levantar dados técnicos e encaminhar ao Ministério do Trabalho e Emprego propostas de revisão das normas relacionadas à exposição ao calor extremo.

Também foi debatida a aquisição de equipamentos de medição do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), que permitirão monitoramento em tempo real das temperaturas nos ambientes laborais e emissão de alertas aos trabalhadores.

Segundo os participantes, as medidas podem contribuir para melhorar as condições de trabalho, fortalecer as negociações coletivas e subsidiar futuras discussões sobre insalubridade e compensações relacionadas à exposição excessiva ao calor.

O debate reforçou que as mudanças climáticas deixaram de ser apenas uma questão ambiental e passaram a representar também um dos principais desafios para a saúde, a segurança e os direitos da classe trabalhadora.Acesse a apresentação de Eduardo Annunciato – Chicão:
Calor v3 Mata 28 abril 2026

Tarifa social da água e esgoto

A última mesa do encontro debateu os desafios da implementação da Tarifa Social de Água e Esgoto.

Participaram:

  • Edson Aparecido da Silva (Assessor de Saneamento da FNU e secretário-executivo do ONDAS)
  • Henrique Mendonça (Sindágua-DF)

Coordenação:

  • Luzanira Morais de Souza (FNU/Sindur-RO)
  • Guilherme Mateus.

Durante a apresentação, Edson destacou que a Lei Federal nº 14.898/2024 representa um avanço importante na garantia do direito humano à água e ao saneamento.

Segundo ele, a legislação prevê desconto de 50% sobre os primeiros 15m³ consumidos para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico ou beneficiárias do BPC.

Edson também alertou que a não implementação da tarifa social configura descumprimento da legislação.

Dados apresentados no encontro mostram que, em 2024, apenas 42% dos prestadores de saneamento informaram possuir política de tarifa social estruturada, alcançando cerca de 4.351 municípios brasileiros.

Outro dado destacado foi o número estimado de pessoas em situação de pobreza ou baixa renda potencialmente beneficiadas pela política: mais de 27 milhões de brasileiros.

Acesse a apresentação de Edson Aparecido da Silva:
14º ENU – Natal 07 e 08 de Maio-2 (1)

 

Moções reforçam compromisso com democracia e direitos

Durante o ENU, os dirigentes aprovaram por unanimidade duas importantes moções políticas.

A primeira manifestou solidariedade à companheira Júlia Margarida, trabalhadora urbanitária e ex-dirigente sindical que denunciou ter sido vítima de violência psicológica, política e práticas de misoginia no exercício de suas funções sindicais, situação que resultou em seu adoecimento e afastamento da atividade sindical e profissional. A moção reafirmou o compromisso do movimento sindical com o enfrentamento ao assédio moral, à violência política de gênero e a toda forma de discriminação contra as mulheres nos espaços de representação e organização da classe trabalhadora. Leia a Moção: Moção de Solidariedade e Apoio à Companheira Júlia Margarida – 1

A segunda repudiou a demissão de 150 servidores ACTs da educação municipal de Florianópolis durante movimento grevista, classificando a medida como arbitrária, autoritária e um ataque ao direito constitucional de organização dos trabalhadores. Leia a Moção: MOÇÃO REPUDIA DEMISSÃO DE 150 SERVIDORES EM GREVE PELO PREFEITO DE FLORIANÓPOLIS

As moções foram assinadas por: FNU, FENATEMA, CUT-RN, CTB, Nova Central, Força Sindical, CNTI, Federação dos Trabalhadores Urbanos-MG e Confetam-CUT.

Encerramento reforça unidade e compromisso com o futuro

Na plenária final, dirigentes destacaram o alto nível político do encontro e a importância do ENU como espaço de formação, organização e construção coletiva da luta sindical.

Chicão ressaltou o papel histórico das plenárias e congressos sindicais na formação política da classe trabalhadora. “Esses encontros são espaços fundamentais de formação. A gente aprende na luta, no plenário, na troca de experiências e no debate coletivo”, afirmou.

José Fernandes, presidente do Sintern, destacou o ambiente de unidade construído durante o encontro. “Esse ENU marca um novo ciclo da Federação, baseado no respeito, na construção coletiva e na defesa da luta dos trabalhadores urbanitários do Brasil”, declarou.

Ao encerrar o encontro, Pedro Damásio reafirmou o compromisso da FNU com a unidade do ramo urbanitário e com a defesa dos serviços públicos. “Encerramos este ENU ainda mais fortalecidos e conscientes da importância da nossa luta. Defender os trabalhadores urbanitários é também defender água, energia, saneamento e direitos para toda a população brasileira”, enfatizou.

Mais do que um evento sindical, o 14º ENU consolidou-se como espaço estratégico de resistência, formulação política e construção de alternativas para os trabalhadores e trabalhadoras urbanitários e para a defesa dos serviços públicos no Brasil.

Confira o álbum de fotos do 14º ENU:
https://drive.google.com/drive/folders/165nvvQbJJoa3pOEiqByQxtzW0XOfUSu8?usp=sharing