A Eletrobras divulgou ontem, 12 de agosto, o informe aos investidores com as demonstrações financeiras
da empresa para o segundo trimestre e o primeiro semestre do ano de 2020. Levando-se em conta que:
• O Brasil vive a maior recessão de sua história, com previsão de queda do PIB de mais de 6,5%;
• O isolamento social decorrente da pandemia impactou fortemente o setor elétrico, que chegou a ter
queda de 14% no consumo de energia no mês de abril;
• As distribuidoras de energia (quase todas privadas), alegando risco de quebra, pediram e receberam do
governo federal, um empréstimo chamado Conta-Covid, da ordem de R$ 15 bilhões, a serem
devidamente pagos pelos consumidores nos próximos cinco anos.
Diante de todo esse cenário, muitos esperavam que a Eletrobras apresentasse um resultado fortemente
negativo, mostrando-se deficitária. No entanto, não foi isso o que aconteceu.
A despeito da insistência do governo federal em tentar caracterizar a Eletrobras como empresa
ineficiente, um peso para o país, a companhia apresentou resultado extremamente positivo, mesmo
diante da dramática crise econômica que assola o Brasil.
Vejamos alguns números do resultado do primeiro semestre de 2020:

Vejamos alguns números do resultado do primeiro semestre de 2020:
1. Lucro Líquido de R$ 4,904 bilhões;
2. Recebíveis de R$ 44,561 bilhões da RBSE até 2028;
3. Caixa de R$ 14,724 bilhões;
4. Relação Dívida Líquida / EBITDA = 1,5;
5. Queda de 26% no PMSO (Pessoal, Material, Serviços e Outros), sendo 19% de redução com pessoal em
relação ao mesmo período do ano passado;
6. Queda de 40% nos investimentos em relação ao mesmo período do ano passado.
Ou seja, a empresa apresentou lucro de quase R$ 5 bilhões; tem a receber R$ 44,5 bilhões, até 2028, e
conta hoje com a invejável quantia de quase R$ 15 bilhões em caixa! É realmente uma “jóia da coroa”,
como se costuma dizer entre os defensores da privatização.

Qual o sentido da venda de uma empresa que lucrou R$ 24 bilhões nos últimos dois anos por apenas R$
12,5 bilhões? Seria esse um bom negócio? Certamente, não para o Brasil e os brasileiros.
A Eletrobras é uma empresa lucrativa, cada vez mais eficiente, muito pouco endividada e com muito
dinheiro em caixa. Por outro lado, investe cada vez menos. Em vez de falar em privatização, o governo
deve, urgentemente, levar a empresa a executar um robusto programa de obras de ampliação e reforço
no Sistema Interligado Nacional, para gerar energia, emprego e alavancar o desenvolvimento do país para
a retomada da economia.

Fonte: AESEL – Associação de Engenheiros e Técnicos do Sistema Eletrobras

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