Lembram–se quando o presidente da Eletrobras chamou os funcionários de “vagabundos e inúteis”? Pois bem, a FNU – Federação Nacional dos Urbanitários – e vários sindicados de sua base de representação entraram com processo de Assédio Moral Coletivo cometido por Wilson Ferreira Jr. O fato ocorreu em junho de 2017 e a primeira audiência (audiência inaugural), na 19ª Vara do Trabalho de Brasília, estava marcada para esta terça-feira (27/2).

Os advogados das entidades sindicais e o diretor de Energia da FNU, Fernando Pereira, compareceram. No entanto, devido a habilitação de novos sindicatos como autores do processo, o advogado da Eletrobras solicitou ao juiz a restituição de prazo para a defesa. O juiz deferiu o pedido e remarcou nova audiência para o dia 23 de abril, às 9h45.

Dano moral coletivo

O alvo do processo (nº 0000840-56.2017.5.10.0019) é a Eletrobras, uma vez que ela responde pela conduta de seu presidente. “Sempre é importante enfatizar que a ação não se trata de assédio moral coletivo e sim de dano moral coletivo”, explica Fernando Pereira.

“Caso a Federação seja vitoriosa na ação, os valores a serem recebidos pela indenização ao dano moral serão destinados para a promoção de ações específicas voltadas à efetiva reconstituição da lesão perpetrada. Ações que serão pensadas pelas entidades sindicais”, explica o diretor de Energia da FNU.

Relembre

Em junho de 2017 foi divulgada uma gravação do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, com o seguinte teor:

“São 40 % caras que é inútil (sic), não servem para nada. Tá aqui ganhando uma gratificação, um telefone, uma vaga de garagem, uma secretária. Esse tipo de coisa a sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular no serviço público.”

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