Concluído o processo eleitoral do SINDISAN, inicia-se um novo ciclo. A vitória da atual direção representa a continuidade de um projeto sindical construído com participação, organização e, sobretudo, compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras do saneamento e dos recursos hídricos de Sergipe. Mas uma eleição termina e a luta continua.
Os próximos anos serão decisivos para a nossa categoria. Em Sergipe e em todo o Brasil, enfrentamos um cenário marcado pelo avanço das privatizações, pela tentativa de transformar água e saneamento — direitos essenciais à vida — em mercadorias submetidas à lógica do lucro.
A experiência brasileira já demonstrou que entregar serviços públicos estratégicos ao mercado não significa, necessariamente, melhorar a vida da população. Ao contrário: frequentemente significa precarização do trabalho, aumento das desigualdades, redução do controle social e enfraquecimento do papel do Estado.
É nesse contexto que precisamos reafirmar nossas convicções: água não é mercadoria. Saneamento é direito. Serviço público é patrimônio do povo.
A defesa do saneamento público passa, necessariamente, pela defesa de quem faz o serviço acontecer todos os dias: os trabalhadores e trabalhadoras. Não existe saneamento de qualidade sem valorização profissional, salários dignos, condições adequadas de trabalho, respeito aos direitos e participação efetiva da categoria nas decisões que definem os rumos do setor.
E temos pela frente um ano eleitoral. Um momento em que diferentes projetos de sociedade estarão novamente em disputa. Precisamos estar atentos para que o saneamento e os recursos hídricos não sejam tratados como moeda de troca, nem para que o discurso da eficiência sirva de justificativa para novas privatizações, terceirizações e ataques aos direitos trabalhistas.
Para enfrentar esses desafios, nenhuma divisão interessa à classe trabalhadora.
A eleição sindical ficou para trás. Agora é hora de fortalecer a unidade da categoria, respeitando as diferenças, ouvindo as diversas vozes e construindo coletivamente os próximos passos. A democracia sindical não termina na urna: ela se fortalece na participação cotidiana, na mobilização e na capacidade de construir uma agenda comum de lutas.
O SINDISAN seguirá cumprindo seu papel: organizando os trabalhadores, defendendo direitos, enfrentando as tentativas de privatização e lutando por um modelo de saneamento público, universal, democrático e socialmente comprometido.
Fonte: Ascom SINDISAN
