Um incêndio de grandes proporções atingiu as unidades geradoras da usina hidrelétrica (UHE) Marimbondo, em Icém (SP), na manhã da terça-feira (14), após a explosão de um banco de transformadores. Na quarta-feira, dia 15, houve outro incêndio na CHESF Ceará. Essas situações de alto risco para o sistema elétrico nacional não são fatos isolados, mas fruto da privatização criminosa da Eletrobras, que demitiu trabalhadores que formavam uma reserva técnica estratégica para a segurança do sistema, trazendo total insegurança para o sistema, tornando-o uma bomba relógio.
Enquanto a Axia demite os técnicos que analisam o óleo do transformador para não explodir, a sociedade brasileira corre riscos. Não está descartado um apagão em breve por falta de manutenção do sistema interligado, que vem dando sinais de esgotamento constantemente. O SINTERGIA-RJ e demais sindicatos vêm alertando as autoridades de que, se nada for feito, os riscos de colapso são reais.
Após a privatização da Eletrobras no governo Bolsonaro, cerca de 20 mil trabalhadores(as) foram demitidos(as). Empregados e empregadas altamente qualificados que tornaram a empresa uma das gigantes na geração e transmissão de energia no mundo. Os acidentes, muitos deles fatais e o péssimo clima organizacional , estão ligados diretamente a esse quadro de desmonte promovido pelos controladores da AXIA, que estão interessados nos altos salários dos diretores e nos dividendos estratosféricos dos seus acionistas.
CRIME DE LESA-PÁTRIA
É um crime de lesa-pátria um país continental como o Brasil ter sido lesado na sua soberania energética. Qualquer nação independente jamais entregaria para o capital financeiro sua empresa estatal de energia. Ao caminhar na contramão e entregar ao capital financeiro a Eletrobras, cria-se um entrave ao projeto de desenvolvimento econômico e social defendido pelo governo Lula.
A cada acidente, a cada instabilidade grave do sistema e a cada demissão injusta de um trabalhador, fica a certeza de que é preciso reverter a privatização da Eletrobras. O SINTERGIA-RJ e as demais entidades vão continuar pautando essa luta junto às candidaturas progressistas, mas enquanto isso não ocorre, não vão se furtar em realizar denúncias junto aos órgãos competentes, bem como, fazendo o embate jurídico para garantir direitos.
AÇÃO NA JUSTIÇA PARA IMPEDIR ILEGALIDADES
Em 24 de janeiro deste ano o departamento jurídico do SINTERGIA-RJ, conquistou uma grande vitória na Justiça do Trabalho com a decisão que determina que a empresa, em todas as atividades executadas diretamente em áreas energizadas na subestação do Grajaú/RJ, tenha, obrigatoriamente, a presença mínima de 2 (dois) trabalhadores atuando diretamente na área energizada, de modo a garantir a segurança na execução dos serviços, conforme estabelece a NR-10. O desrespeito à norma reguladora expõe a lógica da gestão privada de Eletrobras (Axia), que trata os empregados apenas como números e coloca os lucros em primeiro lugar.
Fonte: Ascom Sintergia-RJ
