Arilson Wünsch defendeu ainda que produtores e consumidores se beneficiavam de uma companhia cujo foco era o interesse público

O presidente do Sindiágua, Arilson Wünsch, afirmou nesta quinta-feira (9 de julho), em entrevista ao programa Raio X, que a Corsan nunca foi utilizada como “cabide de emprego”. Segundo ele, todos os funcionários da companhia ingressaram por meio de concurso público e, mesmo aqueles que ocupavam cargos de chefia, eram servidores concursados. Para Wünsch, a expressão se refere à indicação de pessoas para cargos por motivos políticos, realidade que, segundo ele, nunca fez parte da estrutura da empresa.

Durante a entrevista, o dirigente também voltou a defender a gestão pública dos serviços de abastecimento de água. Wünsch afirmou que o sindicato entende que a água é um bem coletivo e não deve ter um proprietário privado. Na avaliação dele, a privatização transfere o controle de um recurso essencial para interesses particulares, o que considera prejudicial à população.

Arilson Wünsch também ressaltou que a Corsan registrava lucro médio de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano quando ainda era uma empresa pública. Conforme o presidente do Sindiágua, esses recursos retornavam à sociedade por meio de investimentos realizados pelo Estado. Ele defendeu ainda que produtores e consumidores se beneficiavam de uma companhia cujo foco era o interesse público.

Ao comentar os efeitos das enchentes de 2024, Wünsch afirmou que a inundação provocou situações em que as redes de água e esgoto acabaram se misturando em diversas regiões, exigindo análises técnicas para solucionar os problemas. O dirigente também chamou atenção para a importância da preservação dos recursos hídricos, destacando que o Brasil possui uma das maiores reservas de água potável do planeta e que esse patrimônio natural precisa ser protegido para as futuras gerações. (fonte: Portal Terra)

A FNU, da qual o Sindiágua-RS é sindicato filiado, ressalta seu compromisso com a defesa da gestão pública da água e do saneamento, por entender que serviços essenciais não podem ser subordinados à lógica do lucro. A entidade destaca que os processos de privatização têm provocado prejuízos tanto para a população quanto para os trabalhadores(as), com demissões, terceirizações, retirada de direitos, perda de profissionais qualificados e enfraquecimento das empresas públicas. Por isso, a FNU segue ao lado do Sindiágua-RS e demais sindicatos filiados, na luta pela valorização dos trabalhadores(as) do saneamento e pela defesa de um serviço público universal, de qualidade e comprometido com o interesse da sociedade.

Assista a entrevista na íntegra ao programa Raio X, da Porto Alegre 24 Horas TV: