Dirigentes do CNE ao líder do PDT no Senado, senador Weverton (MA)

A luta continua: mobilização avança no Senado e na Câmara em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Eletrobras

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) segue firme na missão histórica de garantir justiça aos trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelos processos de privatização e reestruturação do Sistema Eletrobras.

Na terça-feira (30 de junho), em Brasília, os dirigentes do CNE cumpriram intensa agenda de articulação política no Congresso Nacional, realizando reuniões e visitas institucionais aos gabinetes dos senadores Randolfe Rodrigues (AP), Eliziane Gama (MA) e Weverton Rocha (MA), importantes aliados da luta dos eletricitários. O secretário de assuntos jurídicos da FNU, Wellington Diniz, esteve presente.

Durante os encontros, foram entregues aos parlamentares a Nota Técnica elaborada pelo CNE, acompanhada de seus anexos, contendo uma robusta fundamentação jurídica, administrativa, orçamentária e social demonstrando a plena viabilidade da derrubada do Veto Presidencial nº 50/2025, além de apresentar subsídios concretos para a futura regulamentação da lei decorrente do Projeto de Lei nº 1791/2019.

Uma luta construída ao longo de anos: A mobilização em defesa do aproveitamento dos trabalhadores e trabalhadoras desligados do Sistema Eletrobras não começou agora.

Ela é resultado de uma construção coletiva que reúne milhares de trabalhadores, confederação, federações, sindicatos, associações, e parlamentares comprometidos que, ao longo dos últimos anos, enfrentaram inúmeros desafios para manter viva a esperança daqueles que foram injustamente afastados de suas atividades.

O PL 1791/2019 representa muito mais do que uma proposta legislativa. Ele simboliza o reconhecimento da experiência, da qualificação e da contribuição de profissionais que dedicaram décadas de suas vidas ao setor elétrico brasileiro.

A Nota Técnica e os anexos elaborados pelo CNE reforçam a viabilidade da derrubada do veto, nos documentos entregues aos parlamentares, o CNE demonstra que existem precedentes legais e administrativos para o aproveitamento dos trabalhadores, há disponibilidade de vagas em diversos órgãos e empresas públicas, O aproveitamento não representa afronta aos princípios constitucionais, Os impactos orçamentários são plenamente administráveis, A medida preserva conhecimento técnico estratégico para o setor elétrico nacional, a regulamentação da futura lei pode ser realizada de forma segura, transparente e eficiente.

Os parlamentares receberam o material e reafirmaram disposição para analisar os argumentos apresentados e contribuir com o debate em torno da matéria.

A batalha ainda não terminou: Apesar dos avanços conquistados, o momento exige mobilização permanente. A derrubada do Veto 50/2025 depende da construção de maioria política no Congresso Nacional. Para isso, será necessário ampliar o diálogo com deputados federais e senadores, fortalecer a mobilização nos estados e demonstrar, de forma consistente, a legitimidade do pleito defendido pelos eletricitários.
Cada conversa realizada, cada documento entregue, cada apoio conquistado representa mais um passo na construção dessa vitória.

É hora de ampliar a mobilização: O CNE conclama todos os trabalhadores e trabalhadoras, ativos, aposentados, desligados e seus familiares, bem como os sindicatos e entidades representativas do setor elétrico, a intensificarem a mobilização junto às suas bases e às bancadas parlamentares de seus estados.

A história demonstra que nenhuma conquista dos trabalhadores foi fruto da espera ou da acomodação. Todas foram resultado de organização, unidade, perseverança e luta coletiva.

O momento exige o mesmo compromisso. Seguiremos ocupando os espaços institucionais, dialogando com o Congresso Nacional e apresentando argumentos técnicos e jurídicos que demonstram a justiça e a viabilidade do nosso pleito.

A luta continua.
A vitória depende da nossa mobilização.
Nenhum trabalhador ficará para trás.
COLETIVO NACIONAL DOS ELETRICITÁRIOS – CNE
Pela derrubada do Veto 50/2025 e pela efetiva implementação do PL 1791/2019