Na última semana, os trabalhadores da ativa da Cemig sofreram intensamente por conta da pressão da gestão da empresa, que concentrou esforços para que os empregados migrassem do atual PSI para o novo plano precarizado. De breves conversas ao pé do ouvido até ameaças explícitas com a possibilidade de aumentos exorbitantes nas mensalidades do plano, a categoria sofreu uma cruel investida que não possui outro nome que não assédio moral.
Caminho sem volta
Os novos planos permanecem sob total controle da Cemig e oferecem coberturas reduzidas em comparação ao PSI. Alertamos que a migração é um caminho sem volta para um plano sem acordo e sem garantias, onde a Cemig pode fazer o que quiser. A batalha judicial ainda não acabou, portanto não há motivos para tomar atitudes aos tropeços.
Os efeitos da migração são prejudiciais para a coletividade e para a Cemig Saúde. Quem ganha nesse processo são apenas os acionistas da Cemig e o governador, que atende ao pleito dos possíveis compradores da Cemig.
O presidente da Cemig Saúde, Anderson Ferreira, e um dos conselheiros indicados foram às bases e promoveram lives para espalhar desinformação, atentando contra a saúde financeira da empresa que gerenciam. Não há punição para eles, é claro. Afinal, promovem os interesses dos poderosos que os mantêm em seus cargos com volumosos salários, parte deles pagos com dinheiro dos próprios beneficiários prejudicados.
A gestão Zema na Cemig deseja arruinar o PSI: provocar sua falência, estourar os custos e, consequentemente, impedir que milhares de beneficiários tenham acesso a um sistema de saúde digno, mesmo após décadas de dedicação que contribuíram diretamente para o enriquecimento da estatal mineira.
Fonte: Ascom Sindieletro-MG
