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O Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE –  está reunido em Brasília em Seminário de Conjuntura para debates e encaminhamentos da luta sobre o contexto para a classe trabalhadora na conjuntura atual na política, economia e sindicalismo.

O Seminário teve início nesta terça-feira (20/11) e prossegue durante toda esta quarta (21/10) com a participação de representantes de trabalhadores do setor de energia, água e saneamento de vários estados do país..

Na tarde desta terça-feira (20/11), o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) participou das atividades, que avaliou os muitos desafios em 2019 para a classe trabalhadora. Com as privatizações, estão em risco empregos dos trabalhadores, assim como concursos públicos. Além disso, as tarifas tenderão a ser reajustadas com mais frequência, reduzindo o poder de compra da classe trabalhadora. A sociedade também será muito prejudicada com serviços prestados de má qualidade.

Para Chinaglia, os sindicatos e movimentos sociais, que serão sistematicamente criminalizados no próximo governo, terão um papel fundamental de resistência contra essa política de desmonte do estado brasileiro.

“Bolsonaro é um fascista, mas nem todas as pessoas que votaram nele são. Muitos trabalhadores fizeram essa opção por negação e aversão à política. Então, teremos que reconquistar essa parcela da classe trabalhadora que, em grande parte, será bastante prejudicada”, alerta Chinaglia.

De acordo com o parlamentar, as relações do governo Bolsonaro tenderão a ser bastante conturbadas com o Congresso. “Pode, inclusive, ter até brigas e tiros, como já houve no passado”, lembra. Em dezembro de 1963, o senador Arnon de Mello (PDC-AL), pai do atual senador Fernando Collor, atirou contra o senador Silvestre Péricles (PTB-AL), mas acertou José Kairala (PSD-AC), que foi à óbito.

Crise econômica mundial
Segundo Chinaglia, a crise econômica continuará pressionando o grande capital a estrangular os direitos da classe trabalhadora para manter os privilégios dos mais ricos. Para isso, depois da reforma trabalhista e da terceirização irrestrita, a classe dominante terá como foco no início do ano que vem a reforma da Previdência.

Algumas propostas de reforma da Previdência estão sendo estudadas pela equipe econômica de Bolsonaro. Uma delas é o sistema de capitalização que foi implementada no Chile e não deu certo, porque os benefícios pagos hoje representam metade do salário mínimo no país. (com informações: Stiu-DF)

ÁGUA, ENERGIA E SANEAMENTO NÃO SÃO MERCADORIAS!

 

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