Mulheres do MAB convidam urbanitárias para oficina conjunta de arpilleras

O Coletivo de Mulheres do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, convidam as companheiras mulheres urbanitárias (energia e saneamento) dos sindicatos ligados à Federação Nacional dos Urbanitários – FNU-  “para socializarmos com vocês esta experiência é que as convidamos para fazermos juntas uma oficina de arpilleras e tecermos debates sobre o setor de energia no Brasil, juntamente com mulheres petroleiras, no esforço de avançarmos nos debates que a Plataforma Operária e Camponesa da Água e da Energia tem se dedicado”, enuncia o convite.

A oficina acontecerá no dia 29 de novembro, das 13 às 18 horas, no Centro Cultural da Justiça Federal’, no Rio de Janeiro (RJ).

A exposição “Arpilleras bordando a resistência” será realizada no Centro Cultural da Justiça Federal’, no Rio de Janeiro, de 6 de novembro a 2 de dezembro.

A mostra apresenta um conjunto de 20 telas de tecidos, peças únicas costuradas a muitas mãos por mulheres atingidas por barragens no Brasil onde discutimos questões de gênero e de política vivenciadas por nós cotidianamente.

O que é

Arpillera (juta, em espanhol) é uma técnica originária do Chile, na qual se costuram retalhos de tecido sobre juta. Naquele país, as mulheres utilizaram essa ferramenta especialmente entre as décadas de 70 e 90 para denunciar as atrocidades cometidas pela ditadura de Augusto Pinochet.

Costurando denúncias sobre a ditadura e memórias dos desaparecidos durante o regime, ao fazer as arpilleras as mulheres chilenas conseguiram fortalecer o movimento de resistência e dar visibilidade nacional e internacional sobre as violências sofridas no país.

“É com esse sentido político que mulheres atingidas por barragens no Brasil e integrantes do MAB resgatam a técnica, visando denunciar violações ambientais, sociais e culturais que as atingem em consequência do modelo energético atualmente adotado no país. As arpilleras trazem o testemunho da dor, mas também da esperança, força e justeza da organização e luta que une mulheres atingidas de todo o país sob uma só bandeira: a do Movimento dos Atingidos por Barragens”, assina o convite o Alexania Rossato e Daiane Hohn, da Coordenação Nacional do MAB.

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