Nos últimos meses, o Governo Federal e diversas administrações estaduais trouxeram à tona um debate extremamente relevante para a sociedade: as privatizações. Em nível nacional, Bolsonaro e Guedes ameaçam vender tudo. Em Minas, Zema colocou na mira a Cemig, Copasa, Codemig, entre outras estatais. Mas por que vender empresas públicas lucrativas como a Cemig e a Copasa? Ou gigantes internacionais como o caso da Petrobras? Para os ‘entreguistas’, as privatizações são o caminho para a eficiência, o crescimento e a geração de empregos e serviços de qualidade. Mas será mesmo?

Fernando Henrique Cardoso, na década de 1990, justificou que as privatizações do seu governo resolveriam o problema da dívida brasileira. Mais. FHC afirmou que com a venda de empresas como a Vale do Rio Doce, e a entrega de todo o setor de telecomunicações nacional, o Brasil poderia investir em saúde, educação e segurança.

Agora pense: o que foi feito por FHC nessas áreas? A dívida pública encolheu? Investiu-se mais em áreas fundamentais para o povo brasileiro? A resposta é não! Então, por que insistir na entrega do patrimônio público? Existe outro caminho?

Do lado de quem pensa que as estatais são ferramentas para garantir o desenvolvimento e a soberania, a resposta é sim. E não estamos falando apenas de nós. Você sabia que dezenas de países, entre eles potências como Alemanha, Espanha e França estão reestatizando seus serviços essenciais como saneamento, transporte e energia?

Por isso, o Sindieletro está lançando a campanha “Privatização não vale!”. E os motivos, nós explicamos aqui: privatização não vale a pena para os consumidores, que sofrem com aumento das tarifas e os serviços ruins. Privatização não vale a pena para os trabalhadores (as), que amargam com as demissões, o trabalho precarizado e a retirada de direitos.

Da mesma forma, a privatização não vale para o povo, que sofre com tragédias como as de Mariana e Brumadinho, causadas pela negligência e pela busca irresponsável do lucro acima de qualquer coisa.

Não vale para o conjunto do Estado brasileiro, que abre mão da gestão soberana sobre a água, a energia, o petróleo e os serviços essenciais em troca de migalhas do capital internacional. Lembre-se, a privatização só interessa para o mercado financeiro e para quem quer explorar o povo para gerar lucro.

“Na atual conjuntura, seria irresponsável de nossa parte dissociar a resistência à tentativa do governo Zema de privatizar a Cemig, de outras iniciativas em outros estados e no Governo Federal”, avalia Jefferson Silva, coordenador geral do Sindieletro.

“A nossa luta deve ser por um estado forte, garantidor dos direitos fundamentais do povo, com justiça social e distribuição de renda, coisa que só é possível com empresas públicas fortalecidas”, afirma. “Unidade, coerência e luta conjunta contra todas as tentativas de entrega do nosso patrimônio, essa é a nossa proposta. Privatização não vale!”, completa.

Fonte: Sindieletro-MG

 

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