A FRUNE, entidade parceria da FNU, repudia a posição defendida pelo Brasil no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Em concordância, a FNU reproduz a nota, ressaltando a afirmação de que: “Sem legitimidade, o presidente Michel Temer defenderá a Privatização da Eletrobras, dando ao mercado uma moeda de troca pela derrota frente a resistência da população às reformas, entre elas, a da Previdência”.

Leia a íntegra da nota:

Nota de repúdio da FRUNE e das entidades sindicais representantes dos trabalhadores do setor elétrico do Nordeste sobre a posição que o governo brasileiro defenderá no Fórum  Econômico Mundial

A Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune) e as entidades sindicais representantes dos trabalhadores do setor elétrico do Nordeste vêm, por meio desta nota, repudiar a posição que será defendida pelo Brasil no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Sem legitimidade, o presidente Michel Temer defenderá a Privatização da Eletrobras, dando ao mercado uma moeda de troca pela derrota frente a resistência da população às reformas, entre elas, a da Previdência.

A postura entreguista do Governo brasileiro vai na contramão do que outros líderes fazem pelas suas nações. Enquanto os países desenvolvidos defendem e preservam suas riquezas, sobretudo aquelas que dizem respeito à soberania, o Brasil enfraquece e vende suas empresas estatais estratégicas para o próprio crescimento nacional.

A Eletrobras não é apenas uma empresa produtora e transmissora de energia elétrica, ela detém a concessão das principais hidrelétricas brasileiras e, portanto, controla seus rios e reservatórios, sendo estratégica para país também pelo controle do uso das águas, o que é um tema estratégico mundial. Lembramos que o Brasil sediará em março o 8º Fórum Mundial da Água.

A privatização da Eletrobras e suas empresas, entre elas a Chesf, é um crime de lesa pátria. É uma tentativa que resulta no severo aprofundamento das desigualdades regionais brasileiras, já que as empresas do sistema garantem investimentos públicos em locais desassistidos pela iniciativa privada. No Nordeste, a Chesf representa um patrimônio regional. Da mesma forma, as demais empresas do Sistema Eletrobras, cada uma em sua realidade e área de atuação, contribuem para o crescimento plural do nosso país.

Entregar o patrimônio estratégico é uma prova inequívoca de fraqueza da nossa soberania. Sob uma falsa alegação de mostrar ao mercado uma imagem de país moderno, a posição do governo brasileiro mostra, na prática, uma subordinação à voraz lógica de atender aos interesses do grande capital internacional, que tem, a partir da aquisição de nossas empresas, o desejo de maximizar seus lucros, nem que para isso o desenvolvimento seja descartado, bem como receber os seus créditos na dívida pública brasileira.

Neste contexto, a Frune e demais entidades manifestam sua repulsa e se solidarizam com toda nação na defesa do nosso patrimônio, representado pela Eletrobras e, para nós nordestinos, especialmente pela Chesf.

Atenciosamente,

FRUNE  – Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste

SINDURB-PE – Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias Urbanas de PE

SINERGIA-BA – Sindicato dos Eletricitários da Bahia

SINDELETRO-CE – Sindicato dos Eletricitários do Estado do Ceará

SINERGIA-SE – Sindicato dos Eletricitários de Sergipe

SINTEPI – Sindicato dos Urbanitários do PI

SINTERN – Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias elétricas do RN

STIUA – Sindicato dos Urbanitários de AL

STIUPB – Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias Urbanas da PB

Janeiro/2018

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