A prática é recorrente quando as empresas privadas assumem o controle das estatais de energia elétrica: aumentos abusivos nas contas de luz dos consumidores.

E não foi diferente com a Energisa ao assumir o controle da Eletroacre. No entanto, a Justiça Federal do Acre manteve a suspensão do reajuste de mais de 20% na energia elétrica do estado. A decisão foi assinada no último dia 18 de janeiro pelo juiz federal Jair Araújo Facundes.

No início do mês, a Defensoria Pública do Acre (DPA) entrou com uma liminar para suspender o reajuste na 2ª Vara da Justiça do Acre. A Defensoria Pública ressaltou que a Energisa não realizou audiência pública, de forma que determina a lei, para debater o assunto e, tampouco, comunicou o presidente do Conselho Estadual do Consumidor.

A Eletroacre frisou que vai continuar obedecendo as decisões da Justiça. Porém, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve entrar com recurso no Tribunal Federal da 1ª Região e a Eletroacre vai aguardar a decisão.

Em dezembro do ano passado, a Aneel autorizou a Eletroacre a aplicar um reajuste de 21,29% nas contas de luz. O aumento começou a contar dois dias após o anúncio.

Na época, a agência argumentou que o principal motivo para o reajuste era a falta de chuvas no Brasil no decorrer do ano. Por outro lado, o reajuste da parcela para as distribuidoras foi negativo, de -0,29%.

A Eletroacre entrou com um pedido de reconsideração da suspensão da Justiça. Na decisão do último dia 18/1, a Justiça acrescentou que o reajuste foi decidido sem a participação da sociedade, representada pelo Conselho dos Consumidores.

“Na decisão já se afirma que o Conselho de Consumidores tem, nos termos da norma criada e aceita pela Aneel, função consultiva, e não deliberativa, ou seja, o Conselho deve ser ouvido, mas sua manifestação não vincula a Aneel, em se constitui em voto contra ou a favor”, frisou. (com informações: G1 e Folha do Acre)

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