A empreiteira Serta, que atua nos ramos de serviços gerais e administrativos e presta serviços para a Cemig, atrasou os salários dos trabalhadores no mês de fevereiro.

Pela Legislação Trabalhista, o pagamento dos trabalhadores tem que ser feito até o quinto dia útil. Mas só depois de muita pressão do Sindieletro- que inclusive teve que ir ao 18º andar da sede- a empreiteira depositou o pagamento com um dia de atraso.

Alguns trabalhadores só viram a cor do dinheiro no dia 12 de março, ou seja, com cinco dias de atraso. Isso é muito tempo para quem só tem o salário para quitar dívidas e alimentar a família.

O diretor do Sindieletro, Moisés Acorroni entrou em contato com o gerente comercial da Serta, Deyvson Dumont. Ele relata que o gerente propôs que os nomes dos trabalhadores que receberam no dia 12 fossem levados ao conhecimento do gerente da Cemig na SC, Rogério Elias, para esclarecimentos. “Não é sistemática, nem política do Sindieletro, levar nomes de trabalhadores, mesmo que seja para esclarecimentos à gerência da Cemig. Isto era uma prática do capitão do mato durante a escravidão. Por nossos princípios ideológicos, nunca agiremos assim”.

Dayvson Dumont alegou que os dois empregados receberam no dia 12 porque mudaram a conta no banco, mas não avisaram a empresa.“Achei muito estranho essa conversa do Deyvson, pois já que os pagamentos haviam sido feitos, para que levar nomes de trabalhadores para gerência da Cemig?” questiona Acorroni.

 Falta de documentos

Acorroni relata que conversou com o superintendente da SC, Vitor Galdino, queafirmou que há três meses a Serta não envia os documentos necessários para a liberação da fatura. O superintendente informou, ainda, que seria liberada a quantia de R$ 1,4 milhão,metade do valor retido pela Cemig à empreiteira, para que os trabalhadores possam receber o salário.

“Vitor Galdino manifestou que ele o diretor da DGE estão muito preocupados com a situação financeira da Serta. A empreiteira venceu novos contratos, mas está com dificuldades de gerir os que já possui”, conclui Acorroni.

Sobre a afirmação de que a Serta está sem repassar documentação para a Cemig há três meses, de acordo com Acorroni, Dayvson Dumont afirmou que a documentação estava correta.

O que teria acontecidoé que a Montreal- empresa contratada para gerir o contrato entre a Cemig com a Serta- não havia encaminhado a papelada necessária. Sobre esse assunto, o gerente comercial preferiu não responder afirmando que só pode dar informação sobre a Serta.

Como assim! A Cemig quarteirizou a administração dos contratos?

 Administração quarteirizada

Pela Lei a Cemig é co-responsável pelos contratos com as prestadoras de serviço e não pode delegar essa função à outra empresa, “isso é um absurdo, uma imoralidade, uma perversidade”, afirma Acorroni.

Nessa situação estão colocadas duas afirmações graves, a do superintendente da SC, Vitor Galdino, sobre o não envio de documentos e a fala do administrativo da Serta, Dayvson Dumont, de que a responsabilidade é da Montreal.

Queremos saber o real motivo do atraso nos pagamentos dos trabalhadores e também da falta de repasse dos documentos para a Cemig. Os trabalhadores precisam ter tranquilidade e receberem em dia, ainda mais que muitos atuam em áreas de risco.

 

 

 

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