Ao participar de Tribuna Livre na Câmara de Vereadores, na manhã do dia 27, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas na Paraíba (Stiupb), Wilton Maia Velez, afirmou que se o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), realmente intencionar privatizar serviços públicos, vai literalmente quebrar a Cagepa e prejudicar centenas de pessoas que dependem do abastecimento de água gerido pela Companhia de Água e Esgotos.

Para justificar sua fala, o dirigente sindical revelou que Campina Grande arrecadou em fevereiro passado R$ 12 milhões, enquanto as demais cidades, como exemplo, arrecadaram o seguinte: Juazeirinho ,124 mil; São Vicente do Seridó, 49 mil; Soledade, 90 mil reais; Cubati, 82 mil; Boa vista, 92 mil; Seridó, com 12 mil e Boqueirão, 120 mil reais.

“Campina arrecadou R$ 12 milhões e é justamente essa quantia que faz com que a água chegue às cidades. Tirar Campina dessa rede chamada Cagepa, vai quebrar o sistema e esta responsabilidade, com prejuízo ao povo paraibano, ficará nas costas de cada um vereador que aprovou o Projeto de Lei e ao prefeito se não revogar essa Lei”, destacou Wilton Maia.

DA SESSÃO – A Tribuna Livre foi uma reivindicação do movimento sindical e dos trabalhadores do Stiupb e Sintab que estão realizando audiências públicas na Câmara há vários dias em protesto contra a Lei Municipal Nº 7.159, sancionada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB) e que permite a administração municipal privatizar quase tudo na PMCG, inclusive, o fornecimento de água e coleta de esgoto. O primeiro a usar a tribuna foi o presidente do Sintab, Giovanni Freire.

A Lei nasceu a partir de Projeto de Lei dos vereadores Alexandre Pereira e Pimentel Filho.

Em suas palavras, Wilton disse que a categoria de urbanitários e de servidores municipais não ocupa a Câmara como afronta pessoal a qualquer parlamentar, mas sim por um direito que cada cidadão possui, já que se trata de um espaço público, ou seja,  a Casa do Povo: “Recebemos uma comitiva de vereadores em Gravatá para observar o que aconteceu por lá, após o incêndio que destruir os transformadores e interrompeu o abastecimento de Campina e região, portanto, estamos aqui legitimamente”. Recebemos com respeito e educação e é assim que queremos ser tratados.

Especificamente sobre o que aconteceu em Gravatá, o presidente do Stiupb perguntou na tribuna aos vereadores presentes e ao aos trabalhadores que ocupavam as galerias da câmara, se caso o serviço da Cagepa fosse municipalizado se o Governo Municipal já teria  resolvido  o problema em Gravatá em apenas uma semana, como foi feito pela companhia estadual. Wilton afirmou enfaticamente que a PMCG não iria resolver, porque a Prefeitura teria que abrir licitação para comprar equipamentos e isso demandaria tempo: “mas a Cagepa tem empresas públicas parceiras e conseguiu em Pernambuco dois transformadores emprestados e colocou o sistema pra funcionar em forma de rodízio poucos dias após o incêndio”.

Para o sindicalista, o que prejudica a população é a falta de medicamento no posto de saúde e isso poucos falam, mas apenas o povo sofrido nas redes sociais que reclamar o tempo todo: Dias desse foi aprovada uma calamidade pública em Campina por causa do incêndio em Gravatá, mas o Governo Municipal não agiu. Por outro lado a CAGEPA agiu com a distribuição de mais  350 carros pipa: “Dizer que não existia plano B é um desrespeito a quem trabalha e a quem projetou a subestação, que foi construída em 1994, na gestão do saudoso poeta Ronaldo Cunha Lima e não vamos culpá-lo por isso. Não vamos politizar o que não deve ser politizado”, enfatizou Wilton.

Na tribuna livre, o presidente do Stiupb também agradeceu a  proposta de  voto de aplauso aos trabalhadores da Cagepa, de autoria da vereadora dona Fátima, reconhecendo que os trabalhadores agiram com firmeza, agilidade e responsabilidade para garantir o serviço de água em Campina e região.

Após a Tribuna Livre houve uma assembleia conjunta entre Stiupb e Sintab para definição das próximas lutas em relação à Lei Municipal e que serão divulgadas brevemente.

Fonte: Ascom STIUPB

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