A quarta-feira, 5 de dezembro, foi mais um dia de luta em todo o Brasil contra os ataques do governo golpista de Michel Temer (PMDB) aos direitos sociais e trabalhistas do povo brasileiro. Sergipe foi um dos estados em que a paralisação da classe trabalhadora foi mais significativa. Na Capital e cidades importantes do interior, diversas categorias cruzaram os braços. Ônibus não circularam e houve trancamento de algumas estradas.

Seguindo decisão da categoria, em assembleia, e da CUT de Sergipe, o Sindisan encaminhou a deliberação por greve geral contra a reforma da Previdência e contra a retirada de direitos dos trabalhadores. Em Aracaju, pela manhã, um grande ato foi realizado na sede da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, onde a pauta contra a privatização somou-se às demais. A adesão dos trabalhadores foi quase total. Trabalharam apenas os companheiros e companheiras que tinham serviços essenciais a cumprir e constavam numa lista prévia negociada com a direção da Deso.

“Greve é um direito dos trabalhadores e o único instrumento que temos para enfrentar os ataques aos nossos direitos e lutar contra os retrocessos que este governo ilegítimo quer empurrar goela a baixo dos brasileiros. Mas também temos responsabilidade e consciência de que a Deso, a Cohidro e os SAAE’s prestam serviços essenciais à população e não podem parar. Temos compromisso com as lutas dos trabalhadores mas, também, com a sociedade”, explicou Sérgio Passos, secretário-geral do Sindisan.

Na avaliação do presidente do sindicato, Sílvio Sá, a adesão dos trabalhadores do saneamento de Sergipe foi alta e o ato da greve geral foi muito positivo.

“Quero aqui elogiar a construção, por parte da direção do Sindisan, desse ato e também toda a categoria, que entendeu a necessidade de cruzarmos os braços diante de tantos ataques aos nossos direitos e à política de privatização do patrimônio do povo brasileiro e sergipano, posto em andamento por um governo golpista que tem menos de 5 por cento de aprovação. E aqui em Sergipe, é preciso lembrar que o governador Jackson Barreto, do mesmo PMDB de Temer, também apoia essa política de privatização. Por isso aderimos a essa greve geral e a todas que vierem daqui pra frente, até que esse cenário seja revertido e os trabalhadores tenham o seu direito a uma aposentadoria justa e digna assegurado e que cessem as privatizações”, afirmou Sílvio Sá.

Ato conjunto dos servidores

À tarde, a direção do Sindisan também se somou a outro ato de luta dos trabalhadores sergipanos, que, mais uma vez, deram uma grande demonstração de mobilização e unidade. Em frente ao Palácio de Despachos do Governo do Estado, centenas de trabalhadores do serviço público do Estado e de outras categorias somaram-se ao ato puxado pelos professores da rede estadual de ensino. Na pauta, o massacre do Governo Jackson à categoria do magistério, ao desmonte da educação e à imposição aos servidores públicos estaduais de um arrocho salarial de cinco anos, sem sequer a reposição constitucional da inflação.

“Não poderíamos deixar de participar desse ato em solidariedade aos professores e demais servidores públicos estaduais, que vêm sofrendo com essa política de arrocho do governo Jackson contra os servidores. Os companheiros da Cohidro já amargam perdas de 40 por cento em seus salários e essas perdas, a gente sabe, o governo não vai repor. Portanto, para além da luta contra a privatização da Deso, é preciso unidade dos trabalhadores para enfrentar essa política criminosa de arrocho salarial contra os servidores. Vamos continuar nas ruas e lutando contra esses ataques aos trabalhadores”, disse Sérgio Passos, secretário-geral do Sindisan.

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