O Sinergia-MS propôs uma série de medidas a serem implantadas pela Energisa e suas terceirizadas para garantir a segurança dos eletricitários. As ações preventivas foram apresentadas em reunião realizada na última segunda-feira (dia 7), na sede da concessionária de energia elétrica, em Campo Grande, com a presença da presidente do sindicato, Elizete Ferreira de Almeida, e os diretores Elvio Vargas, Francisco Silva e Alicéia Araújo.

A empresa se comprometeu a atender os pedidos do Sinergia-MS. Sendo que um acordo foi homologado na terça-feira (dia 8), na sede da Superintendência Regional do Trabalho. O documento foi assinado pelos representantes do sindicato Elvio Vargas, Francisco Silva e Michele David, pelos representantes da Energisa Thays Martins, Rodolfo Pinheiro e Robson de Almeida, e pela mediadora Silvana Arantes.

As propostas do Sinergia são resultado do relatório sobre o acidente que provocou a morte do eletricista Jean Roberto Weiss Ramos, em outubro do ano passado, em Amambai. O documento foi produzido por um perito especializado do setor elétrico, contratado pelo sindicato.

O relatório aponta, por exemplo, o uso de equipamento de proteção coletivo (EPC) inadequado; a falta ou insuficiência de cursos de atualização para o uso de equipamentos especiais; e o treinamento insuficiente ou precário para atividades com equipamento com defeito. O sindicato constatou ainda a presença de colaboradores menos experientes no COI (Centro de Operações Integradas) devido à alta rotatividade.

Por isso, entre as ações propostas estão:

– Levantamento dos equipamentos utilizados pelos funcionários;

– Realização de uma inspeção de segurança para verificar o check list das viaturas; se os procedimentos em campo estão sendo cumpridos; e se os tempos do MIP (Medição Individual de Performance) são suficientes para garantir a segurança do trabalhador;

– Enfatizar o tema “desenergização” nos treinamentos;

– Melhorar procedimentos e treinamentos práticos junto ao COI;

– Divulgar os acidentes para que chegue ao conhecimento de todos;

O sindicato também solicitou acesso ao relatório de investigação sobre o acidente que provocou a morte de Jean realizado pela empresa, além de sugerir a criação de um grupo de trabalho para estudar ações para reforçar a importância dos procedimentos de segurança junto aos trabalhadores.

Além das medidas já citadas, também foi firmado um termo de compromisso para que empresa não realize mais o corte isolado (que caracteriza descumprimento da NR-10). No prazo de 60 dias, está prevista uma nova reunião para acompanhamento das solicitações do sindicato.

Por: Assessoria de Comunicação do Sinergia-MS

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