A direção da Copasa confirmou no dia 16 de abril, que pretende “postergar” o pagamento aos trabalhadores do seu direito à PL 2019, mesmo com o lucro fabuloso alcançado pela empresa de mais de R$ 700 milhões.

O não pagamento neste momento, segundo a empresa, se deve à situação de caixa ocasionada pelo enfrentamento à pandemia de Covid-19, com medidas adotadas que impactam a arrecadação de tarifas, que foram afrouxadas socialmente pelo Governo do Estado em favor de populações mais carentes.

A direção do SINDÁGUA contestou esta dificuldade, pois a empresa confirmou que pagará dividendos aos acionistas, afirmando ser uma determinação legal. Lembramos que a PL é um direito líquido e certo, estabelecido em Acordo Coletivo e insistimos com a empresa para deliberar uma medida que garanta, pelo menos, uma antecipação de parte da PL, mas, principalmente, que a empresa repasse aos salários a inflação acumulada até maio do ano passado, de 5,07%, bem como as diferenças salariais acumuladas. Procuramos demonstrar à empresa a grave situação vivida pelos trabalhadores, sem qualquer reajuste desde maio de 2018, ou seja, há 24 meses, comprometendo seriamente a renda familiar, justamente neste momento onde a especulação no comércio elevam criminosamente os preços, dificultando a compra de bens básicos e essenciais.

Ainda na reunião, o SINDÁGUA encaminhou ofício em que cobra da empresa a garantia da data-base da em 1º de maio/2020, para discussão do acordo coletivo da categoria.

Esta proposta do Sindicato será colocada em deliberação pelo Conselho de Administração da Copasa e a empresa já agendou nova reunião com o SINDÁGUA para a próxima quinta-feira, 23 de abril, quando responderá aos pleitos da entidade.

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