Um estudo realizado pela ONG Care Internacional, publicado em setembro deste ano, mostrou que as mulheres apresentaram três vezes mais chances de adoecimento mental durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), em decorrência dos impactos na renda e na alimentação, que atingiu mais a população feminina, além de da sobrecarga emocional por serem elas, na grande maioria dos casos, as responsáveis por ter que cuidar da casa e da família.

Com escolas e creches fechadas, elas também viraram orientadoras e ajudam os filhos maiores nas aulas virtuais e tarefas escolares e os menores que querem brincar e não entendem que muitas têm trabalho remoto, com tarefas, metas e cobranças.

Este cenário levou a CUT a planejar, organizar e realizar, nesta quarta-feira (21), o Seminário “Os Impactos da Pandemia na Saúde Mental das Trabalhadoras”. O evento, inciativa das secretarias da Mulher Trabalhadora e de Saúde do Trabalhador da CUT, será transmitido pelas redes sociais da Central a partir das 14h e tem como objetivo conhecer mais a fundo a realidade das mulheres durante a pandemia e debater ações para protegê-las.

Participam do seminário a pesquisadora do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Fundação Osvaldo Cruz (Cesth/Fiocruz), Dra. Fátima Rangel e a Profª. Dra. Thais Augusta Cunha de Oliveira Máximo, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

No centro do debate, temas como os problemas relacionados à saúde física e mental das trabalhadoras em ocupações feminizadas, como trabalho doméstico e na área da saúde, e quais políticas públicas poderiam minimizar os impactos para a saúde da população feminina.

Outros temas que serão tratados pelas especialistas são o desemprego, o trabalho em home office, assédio e os efeitos desses fatores na saúde mulher.

Fonte: André Accarini, site da CUT

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