Portal da Qualidade da Água Mundial monitora sete bacias hidrográficas e outros recursos hídricos de superfície mundiais via satélite

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco), por meio de seu Programa Hidrológico Internacional (PHI), anunciou o lançamento do Portal da Qualidade da Água Mundial.

A plataforma, ainda em fase de demonstração, reúne informações, em ordem cronológica, sobre sete grandes bacias hidrográficas mundiais e outros recursos hídricos de superfície. Entre os destaques da ferramenta estão a bacia do rio Paraná e o reservatório de Itaipu, que atende a hidrelétrica de mesmo nome, uma das maiores do planeta.

Informações confiáveis sobre a situação de grandes mananciais pelo mundo não são simples de se conseguir. Em regiões menos desenvolvidas, esses dados são especialmente difíceis de se obter de forma sistematizada, clara e em fluxo constante o suficiente para permitir comparações e monitoramento da evolução das condições locais.

Como o “Portal da Qualidade da Água Mundial” funciona com sensoriamento remoto via satélite e não depende da instalação e manutenção de sensores locais, as informações têm bom nível de confiabilidade e podem ser coletadas e analisadas por longos períodos de tempo.

Os indicadores-chave monitorados

Cinco indicadores-chave são monitorados pela ferramenta: turbidez e distribuição sedimentar, clorofila A, floração de algas nocivas (FAN), absorção orgânica e temperatura da superfície. Segundo a Organização das Nações Unidas, esses indicadores fornecem informações “quanto ao impacto de outros setores e usos da terra, como as áreas urbanas, uso de fertilizantes na agricultura, mudança climática ou gestão de represas e reservatórios”, entre outros.

As sete primeiras bacias e regiões monitoradas

Segundo a ONU, nessa primeira fase, as sete bacias e regiões monitoradas são: Lago Sevan, na região do Cáucaso (Armênia e Azerbaijão); reservatório de Itaipu e a Bacia do Rio Paraná (Argentina, Brasil e Paraguai); Planalto do Lago Mecklenburg (Alemanha); Rio Nilo e Represa de Assuã (Egito e Sudão); Delta do Rio Mekong (Vietnã); Lagos da Flórida (EUA); e Bacia do Rio Zambeze (Zâmbia e Zimbábue).

Ainda de acordo com a ONU, a mesma plataforma “também inclui materiais de treinamento para facilitar a capacitação e conscientizar as partes interessadas, que incluem profissionais do setor hídrico, formuladores de políticas e o público em geral”. (com informações: Unesco)

A importância da discussão sobre a água – FAMA2018 irá debater esse tema entre 17 a 22/3, em Brasília

O FAMA 2018 – Fórum Alternativo Mundial da Água –  está sendo organizado em contraposição ao Fórum das Corporações – autodenominado 8º Fórum Mundial da Água – e será realizado, em Brasília, entre os dias 17 e 22 de março.

A Federação Nacional dos Urbanitários – FNU -, que apoia e integra a coordenação nacional do FAMA 2018, subscreve o Manifesto do Fórum Alternativo Mundial da Água por entender que “água deve estar a serviço dos povos de forma soberana, com distribuição da riqueza e sob controle social legítimo, popular, democrático, comunitário, isento de conflitos de interesses econômicos, garantindo assim justiça e paz para a humanidade”.

Água é um direito, não mercadoria!

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