A proposta apresentada na reunião de negociação realizada dia 07 de junho, não garante as clausulas essenciais contra o processo de privatização em curso. Conseguimos avançar no retorno das clausulas 6ª e 7ª que garantem o emprego e a não demissão em massa. No entanto, ainda não contempla a cláusula 8º, que trata da discussão prévia com os sindicatos da alteração das IN’s vigentes e a cláusula 18º, política de transferência. A alegação dos representantes da Eletrobras foi de que estas são inócuas. Pois bem, se são inócuas, que mal faz em deixá-las no acordo? A retirada dessa cláusula é permitir que as empresas retirem direitos e benefícios dos trabalhadores de forma constante. Não esqueçamos as ações judiciais ganhas pelos trabalhadores nas empresas tendo a cláusula 8ª como referência, já que, apesar de estar no ACT Nacional, as empresas continuamente a descumprem. O reajuste salarial apresentado foi de 70% do INPC, sendo que historicamente, o acordo do Sistema Eletrobras tem por base o IPCA.

 

Eletrobras x SEST

Enquanto ocorria a reunião do CNE com representantes da Eletrobras, dirigentes sindicais se reuniam com a SEST para debater a questão das databases do 1º semestre de 2018, estiveram presentes representantes da CUT Nacional, CTB Nacional, Embrapa, Portuários, Ebserh (hospitais) e Eletrobras. Interessante confrontar as versões dadas por ambas. Enquanto a Eletrobras colocava que por orientação da SEST não poderia manter o acordo atual, a SEST afirmava que não orientou a retirada de cláusulas sociais. Enquanto a Eletrobras afirmou que a SEST exigiu da empresa um posicionamento e a judicialização da negociação, a SEST afirmou que não tem o papel de interferir nas negociações. Esse jogo de empurra empurra é antigo e conhecido. A SEST afirmou que sabe que as empresas colocam no colo da Secretaria muitas das negativas em negociação e esclareceu que o papel da Secretaria é de orientação em relação a parâmetros financeiros. Resta saber quem estará dizendo a verdade. Com a palavra a Eletrobras

PLR

Não foi apresentado nada de novo na situação da PLR, pois, não houve apreciação das metas por parte da Diretoria Executiva da Eletrobras.

 

Homenagem ao companheiro Joseney

Antes de iniciar a 5ª rodada, os dirigentes sindicais prestaram homenagens ao eletricitário amazonense, Joseney Oliveira, que faleceu nesta quarta-feira (6). Joseney foi vítima da lógica privatista que se instalou nas empresas do Sistema Eletrobras com a chegada de Wilson Pinto. Com equipe reduzida para atender aos serviços, a falta de acompanhamento das atividades por parte das áreas de segurança do trabalho, tudo em nome da redução de custos, os trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras se expõe diariamente a acidentes fatais como esse.

 

 

 

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