As Entidades de Representação, os sindicatos, políticos e notórios estudiosos, conhecedores do setor elétrico brasileiro, têm denunciado, desde o anúncio da proposta, a ameaça que representa a privatização da Eletrobras para a soberania nacional no setor e principalmente para o povo brasileiro que sofrerá com o aumento das contas de energia e a falta de atendimento nos lugares mais remotos do país. Que estamos diante de um crime de lesa-pátria a maioria já sabe, mas é necessário esclarecer quem é/são os maiores interessados nessa negociata que submete o interesse público ao privado, tirando os benefícios de muitos para privilégio econômico de poucos. É certo que existe um grupo poderoso por trás dessa vergonha nacional, vejamos:

Que Grupo vem bancando as indicações da cúpula da Eletrobras e do MME – artífices da proposta de privatização da Empresa?

Que Grupo indicou o atual presidente do conselho de administração da Eletrobras, aproveitando a boa vontade da União que abriu mão de suas prerrogativas como acionista majoritária de fazer a referida indicação?

Que Grupo teve seu dono bilionário fazendo visitas “de cortesia” ao atual presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Junior, na sede da Empresa no Rio de Janeiro?

Que Grupo está por trás de um presidente, que desde que assumiu a direção da Eletrobras se dedica depreciar a Empresa e seus trabalhadores e trabalhadoras?

Que Grupo está por trás da destruição da Eletrobras, buscando transformá-la numa mera geradora de lucro e desconectada do país?

Que Grupo está por trás das propagandas levianas e covardes pregando ineficiência da Eletrobras, tentando colocar a população contra a Empresa e com isso obter apoio processo de privatização?

Que Grupo vê a Eletrobras como mais um ambicioso negócio mercantil, que lhe exigira baixos aportes, baixos riscos e ganhos e retornos magníficos – razão da defesa aguerrida da “descotização” das usinas e elevados aumentos das tarifas?

Que Grupo vem obtendo significativos lucros com as altas nas ações da Eletrobras, provocadas pelo frenesi em torno da privatização da Empresa?

Que Grupo ganhará ainda mais com a privatização da Eletrobras, por já estar dentro da Empresa (e dando as cartas no jogo)?

Que Grupo participou previamente das discussões sobre a pretensa privatização da Eletrobras teve acesso às informações privilegiadas?

Que Grupo forneceu dados e informações para fundamentar a proposta de privatização apresentada pelo Ministério de Minas Energia e conduzida por seu Secretário Executivo Paulo Pedrosa?

Que Grupo vem defendendo o projeto de “descotização” das usinas da Eletrobras em diversos fóruns do setor elétrico nos últimos meses?

Que Grupo, recentemente, participou de AGE da Eletrobras, na contramão dos demais acionistas minoritários que foram impedidos de participar, apoiou o acionista majoritário (a União) na proposta de privatização das distribuidoras, que em caso de efetivação fará a Eletrobras assumir mais de R$ 11 bilhões em dívidas?

Que Grupo tem um poder econômico tão monumental que pode aquietar instituições como a CVM, o TCU a CGU e o próprio Ministério Público Federal quanto às recentes especulações com as ações da Eletrobras?

Este “grupo poderoso” é o mesmo que vem sendo denunciado por setores da mídia por estar por trás do “negócio do século” no Setor Elétrico e que esteve envolvido no episódio da Shell, denunciado pelo Jornal The Guardian. Uma pesquisa simples na internet pode revelar qual é (ou quem são). O que era um segredo privado já foi tornado público pelas denúncias das Entidades de Representação e pela mídia imparcial que não estão caladas nem inertes.

 

FONTE: CNE

 

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