Fracasso da reforma revela incapacidade da equipe econômica de Temer apresentar plano razoável para retomada sustentável do crescimento 

O fracasso da reforma da Previdência, trabalhada pelo Planalto há um ano, revela a incapacidade da equipe econômica do governo Temer em apresentar um plano estruturado e coerente para a retomada do crescimento. Esta é a análise de Laura Carvalho, na sua coluna (em 1/3/18) na Folha de S.Paulo.

A professora do Departamento de Economia da FEA-USP e doutora pela New School for Social Research aponta que a falta de um eixo norteador da equipe econômica ficou mais clara quando apresentou no dia 19 de fevereiro um pacote de 15 medidas para a economia em substituição da reforma da Previdência, sendo que 11 já tramitavam no Congresso, com algumas de caráter imediatista e “efeitos prejudiciais no longo prazo” como a privatização da Eletrobras, responsável por um terço do total da geração de energia e metade dos reservatórios do país.
“O que está claro é que nessa colagem não há nada com peso suficiente para ser vendido pela equipe econômica como uma nova panaceia para os problemas do país”, pondera somando a reforma não aprovada a outros fracassos da gestão Temer como “investimentos em obras quase zerados, falta de recursos em todas as áreas prioritárias, parcela no Orçamento garantida para os privilegiados de sempre e déficits fiscais muito maiores do que o previsto inicialmente”, deixando mais claro “a falta de agenda econômica do governo.”
O quadro negativo se soma a emenda constitucional 95, o teto dos gastos, propagado como “o caminho mais rápido para a estabilização da dívida e uma maior eficiência na alocação do dinheiro público” e aprovado no Senado paós passar na Câmara, em dezembro de 2016. Pois bem, um ano depois e a economia ainda se arrasta.
Na quarta-feira (28/2), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) mensal, do IBGE, revelou que a taxa de desemprego se manteve estável em 12,2% (12,7 milhões de pessoas) no período de novembro de 2017 a janeiro de 2018.
Na semana anterior, o mesmo instituto de pesquisa mostrou que o Brasil soma hoje 26,4 milhões de subempregados (a soma de desempregados com aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais). Para completar, nesta quinta-feira (01) o IBGE divulgou que a economia fechou em 2017 com um crescimento de 1%, abaixo do esperado por analistas, puxado graças ao desempenho do agronegócio.
Laura Carvalho lembra que, nos bastidores, a defesa era que o teto dos gastos conseguiria garantir a reforma da Previdência “caso contrário, as despesas previdenciárias acabariam por tomar quase todo o Orçamento”. Com o resultado final do fracasso da reforma, o quadro de baixos investimentos e fraca economia a previsão agora é que o teto tenha que ser revisto em 2019, sob o risco de paralisação da máquina pública. (fonte: GGN)

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