Paulo de Tarso, presidente da CNU – Confederação Nacional dos Trabalhadores – fala sobre a pandemia do novo coronavírus e os trabalhadores urbanitários.

A entrevista foi concedida à rádio Metrópole (Bahia) neste sábado (4 de abril).

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Destaques da fala de Paulo de Tarso durante a entrevista. Confira:

. Os setores da energia elétrica, da água, do gás, são serviços essenciais e, com todas as crises, com a pandemia do novo coronavírus, os trabalhadores estão operando e fazendo seu papel nesses serviços essenciais 24 horas por dia para não deixar faltar água, energia elétrica e gás aos consumidores.

. É um momento delicado. Os trabalhadores estão exercendo o seu papel cotidiano, só que com o fator segurança redobrado, com uma atenção também para proteger a sociedade da pandemia e para sua autoproteção.

. Esse é um momento das famílias ficarem em casa, preservar os idosos, as pessoas com doenças crônicas, não permitir que os filhos vão à escola, mas é preciso, acima de tudo muita de solidariedade e o Estado nesse momento é fundamental para vencer a crise. Porque não podemos imaginar que será o setor privado quem irá suprir milhões de pessoas que estão tendo reais necessidades.

. As pequenas e médias empresas têm que ser apoiadas pelo Estado para poderem manter os empregos. As grandes organizações têm que manter os trabalhadores nos seus postos de trabalho, porque isso vai passar.

. Os trabalhadores informais é que são os mais necessitados e que o governo federal precisa dar atenção e tratar com seriedade. Não é possível ouvir, por exemplo, o Ministério da Saúde orientar uma determinada ação e o presidente da República fazer o contrário.

. O governo federal está se mostrando confuso, atrapalhado e incompetente para administrar essa situação. Então, portanto, nesse momento não vamos inventar a roda, é o Estado que tem que garantir o bem-estar social, os empregos e a renda das pessoas.

. A CNU – Confederação Nacional dos Urbanitários  – e os sindicatos aliados à CUT estão em plantão permanente e cobrando ações do governo, das empresas e somos também uma ouvidoria dos trabalhadores para as injustiças, para problemas que estão os atingindo, como os assédios morais que acontecem dentro das empresas e estamos também à disposição para  atender a sociedade nesse momento.

. Em todos os sindicatos, filiados à CUT, existe uma orientação para que os sindicatos se abram para ajudar a sociedade nesse momento.

 

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