07/02/2017

Presidente da Cosanpa abandona o cargo, mas continuou recebendo salário

por: STIUPA

O Sindicato dos Urbanitários do Pará recebeu a denúncia de que o advogado marabaense Luciano Dias abandonou o cargo de presidente da Cosanpa há pelo menos dois meses, mas ainda assim, seguiu recebendo o salário de R$ 19.000,00 + tíquete-alimentação e ainda goza do plano de saúde. Comenta-se que existe a possibilidade dele estar recebendo diária para estar em sua terra natal.

Depois do resultado das eleições de 2016, Luciano se tornou menos assíduo na empresa. Em novembro, gastava o tempo fazendo viagens a Marabá. Ainda em dezembro, os rumores de que ele comporia o secretariado do prefeito eleito de Marabá.

Em janeiro, os rumores se confirmaram, Luciano Dias foi nomeadosecretário municipal de Educaçãode Marabá (Semed). Apesar de ter assumido a Semed, o quase ex-presidente da Cosanpa continuou a receber seu salário na Cosanpa, como se a saúde financeira da empresa se desse o luxo de pagar um alto salário a alguém ausente, que já assumiu outra função pública em outro município.

Agora mais um absurdo, obtivemos a informação de que Luciano Dias ainda não foi exonerado do cargo de presidente da Cosanpa e que a diretoria da empresa teria deliberado a prorrogação de seu contrato por mais 30 dias. O contrato se encerraria em 25 de janeiro, com a prorrogação, acabará em 25 de fevereiro. Se isso for verdade, vamos denunciar o acúmulo ilegal de cargos públicos, com o requerimento da devolução dos salários recebidos.

É um absurdo! que moral esta diretoria tem para cobrar ética dos empregados, se não tem responsabilidade com o dinheiro público. É a incompetência e a ilegalidade sendo premiada pelo governador e pela direção da empresa!

 

07/02/2017

Nota Pública do Sindaema

Nota pública aos trabalhadores e trabalhadoras do saneamento, às empresas públicas e privadas do setor, ao governo do estado e à população capixaba

A violência é uma realidade que assola o nosso estado há anos, tirando a tranquilidade e o sono da população e dos trabalhadores. A manifestação dos familiares das e dos policiais militares é a expressão do que vivem também os demais servidores públicos na gestão do governador Paulo Hartung que aposta numa política de austeridade que massacra essa categoria. Portanto, as famílias têm o nosso apoio, apesar de muitas vezes o aparato militar ter servido de instrumento de opressão aos trabalhadores civis em suas lutas cotidianas por mais direitos e condições dignas de trabalho e salários. Mesmo assim, isso não diminui a relevância do movimento dos familiares de PMs.

A violência instaurada nas ruas reflete a importância dos serviços públicos essenciais para a sociedade, o que não é diferente no caso do saneamento.Quanto aos trabalhadores e trabalhadoras do saneamento, de norte a sul do estado, das empresas públicas e privadas, orientamos que só saiam de suas residências no momento em que o Estado possa garantir a segurança dos cidadãos, tendo em vista também que os serviços de transporte público na Grande Vitória em outras regiões do Estado estão suspensos.

Quanto aos serviços essenciais, cobramos das empresas públicas e privadas que garantam o transporte dos trabalhadores e das trabalhadoras das suas residências até os seus locais trabalho e vice-versa. Nesse sentido, cobramos também que seja garantida a segurança durante a realização de suas atividades laborais.

É responsabilidade das empresas e do Governo do Estado toda a manutenção da integridade física desses trabalhadores e trabalhadoras que estão se sacrificando em defesa de toda a população capixaba, garantindo esgoto coletado e tratado bem como água de qualidade nas torneiras de hospitais, quartéis, unidades de saúde, escolas, órgãos públicos e nas nossas residências.

Por fim, elevamos nossa solidariedade à polícia militar, seus familiares e a todos e todas servidoras públicas do Estado do Espírito Santo e cobramos do governo do Estado a retomada das negociações. Que o bom senso e o respeito a toda sociedade capixaba prevaleçam.

Vitória-ES, 07 de fevereiro de 2017.

Sindicato dos Trabalhadores em Água, esgoto e meio ambiente no estado do Espírito Santo – SINDAEMA-ES.

 

01/02/2017

Copasa mostra desprezo por clientes e trabalhadores com campanha de renegociação

por: Sindagua-MG

Desrespeito e descaso com clientes e trabalhadores da Copasa mancharam a campanha “Fique em Dia”, promovida em Dezembro pela empresa. A iniciativa, que teve por objetivo regularizar débitos dos consumidores, transformou as agências de atendimento num inferno, por falta de planejamento adequado. A empresa arrecadou milhões com a renegociação das dívidas, mas mostrou despreparo e falta de atenção com os consumidores de um serviço público essencial, que ficaram horas a fio em filas imensas e irritantes.
A campanha lotou as agências, e os usuários interessados em quitar os seus débitos foram obrigados a esperar, em média, de três a quatro horas por atendimento.

Já os trabalhadores das agências tiveram que ampliar a jornada. O atendimento previsto era das 8 às 18 horas, mas foi prolongado até as 20 horas ou mais. Outro agravante: não havia banheiros para os clientes.

O tumulto foi ainda maior nos últimos dias do mutirão, o que levou a empresa a prorrogá-lo em mais um dia, até 19 de dezembro, segunda-feira. Na quinta e sexta-feiras anteriores, o movimento nas agências foi sufocante para clientes e atendentes. Os postos de atendimento ficaram entupidos de consumidores em busca de renegociação, obrigando os trabalhadores a se desdobrarem para superar os problemas e oferecerem um atendimento no mínimo eficiente.

Em Belo Horizonte, esse ambiente caótico foi constatado pelo SINDÁGUA nas agências de atendimento da Floresta (avenida do Contorno) e do Carlos Prates (rua Tremedal). O tempo de espera dos clientes era de três horas ou mais.

Em Betim, a confusão também foi a tônica. A lotação da agência do Centro (rua Inconfidência) retratou com precisão o clima asfixiante da campanha. O movimento, que normalmente é grande– diariamente, são atendidas de 250 a 300 pessoas, duplicou nos últimos dias da campanha. E triplicou no dia 16, data inicialmente prevista para o encerramento da iniciativa.

Usuários e trabalhadores enfrentavam outros problemas na agência de Betim: das três impressoras, só uma funcionava, e não havia banheiros para o público – em caso de necessidade, eram liberados os dos funcionários. Os atendentes reclamaram também do mobiliário (cadeiras quebradas ou sem mobilidade do assento) e do equipamento (o sistema travava constantemente). Esses problemas apontados pelos trabalhadores da Copasa são constantes e ainda não foram solucionados.

 

01/02/2017

Embasa mostra as “garras” das regras de absenteísmo no PPR

por: Sindae-BA

Tal como assegurado na reunião com o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, na semana passada, as negociações em torno do Programa de Participação nos Resultados (PPR) foram retomadas nesta segunda (30), mas a intenção da empresa em nada mudou: quer por que quer incluir o indicador de absenteísmo no cálculo do benefício a ser pago este ano.
Ela entende que é preciso reduzir o número de faltas ao trabalho, chegando a fazer um comparativo com dados da Sabesp, a empresa paulista de saneamento. Ela quer colocar como referência, para evitar perdas no benefício do PPR, um índice de 5% de faltas ao trabalho no decorrer do ano. Quem passar desse índice, e como mais alto ele for, terá o benefício reduzido proporcionalmente.
Os representantes da empresa chegaram a mostrar (não oficializaram ainda a proposta) as regras que a Embasa quer impor. Pretende diferenciar algumas faltas, por exemplo: aquelas decorrentes de licença maternidade/paternidade, doação de sangue, alistamento militar e disponibilidade para a justiça seriam toleradas, enquanto outras não, tais como a liberação de trabalhador/estudante, atendimento médico, odontológico, fisioterapia, atraso decorrente de greve ou de atraso de ônibus e mobilização sindical.
Por aí já se vê o absurdo, pois as faltas não toleradas ferem o acordo coletivo (caso do trabalhador/estudante) e a livre organização sindical (no caso das mobilizações sindicais), além da própria legislação brasileira, no caso de faltas para consultas médicas etc. Ao mesmo tempo, ela pretende considerar em 100% a frequência de gestores e empregados cedidos através de convênio ou à disposição de órgãos públicos.
O Sindicato vai aguardar a proposta oficial da empresa para discutir na diretoria e com a categoria. Mas voltou a criticar a intenção da empresa de impor esse indicador, seja porque o benefício se refere ao ano passado, seja porque ninguém foi informado disso naquele período, e seja por considerar um contrassenso esse indicador sem que a empresa coloque em prática uma política de conscientização do (da) trabalhador (a) para evitar faltas ao trabalho. É necessário, ainda, investir na melhoria das condições de trabalho, pois um ambiente inadequado é fonte de doenças e, consequentemente, de faltas ao serviço, o mesmo acontecendo com o assédio moral, tão presente na empresa.

 

 01/02/2017

Cesan: Justiça dá sentença favorável ao Dissídio Coletivo

por: Sindaema-ES

Desde o ano passado o jurídico do Sindaema tem se dedicado em acompanhar a Ação de Cumprimento relativa ao Dissídio Coletivo movida pela entidade contra a Cesan em julho de 2016. Ontem (24), foi publicada pela 11ª Vara de Trabalho de Vitória sentença favorável à categoria que garante o reajuste de 9,5% no salário base desde 30 de abril de 2016.

Além disso, a sentença da ação de cumprimento julgou procedente o pedido de reajuste das diárias em 11%, da gratificação motorista em 11%, do abono natal em 11% e do ticket alimentação em11%. Por fim, a sentença garante, ainda, a manutenção de todas as cláusulas dos acordos anteriores, a retirada das faltas durante a greve, o reembolso dos dias descontados, o pagamento do ticket de alimentação dos dias de faltas durante a greve e pagamento de todo o retroativo contando a partir do dia 1° de maio. Publicada ontem, a sentença ainda cabe recurso pela Cesan.

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