O segundo maior lixão a céu aberto do mundo, que fica em Brasília, vai ser fechado no sábado (20/1). O Lixão da Estrutural é um dos maiores símbolos da desigualdade no Distrito Federal: enquanto a quinze quilômetros dali o Plano Piloto registra índices altos de desenvolvimento, mais de duas mil famílias vivem da coleta irregular de resíduos.

O encerramento das atividades do Lixão da Estrutural é discutido há pelo menos dez anos.

Com 60 anos de existência, mais do que a própria capital, o lixão da Estrutural teve gerações dependendo dele para sobreviver. A renda média das famílias do entorno, atualmente, gira em torno de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil por mês.

A coordenadora do departamento técnico da Abrelpe, Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública, Gabriela Otero, apontou a complexidade da questão: “tem que ter recurso muito grande para oferecer alternativa para essas famílias. Muitas ali não é só problema de renda. É planejamento para tirar tudo o que a pessoa conhece como realidade dela e oferecer uma nova realidade”.

O lixão vai ser substituído por um aterro sanitário, na cidade de Samambaia, o que provoca toda uma mudança de logística, como explicou Gabriela Otero: “você tem que reestruturar toda a logística de coleta, tem que levar para galpões, deslocar as pessoas aos galpões, remunerá-las”.

O Brasil ainda está longe de resolver os problemas dos lixões. De norte a sul, ainda são mais de três mil aterros irregulares pelo país. (fonte: Jovem Pan)

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