Com profundo pesar, lamentamos o falecimento do companheiro Maurício Ellena Rangel, ex-presidente da FNU no período de 1981 a 1990. Na presidência da Federação deu grande impulso nas articulações de lutas nacionais que lançaram os marcos de organização nacional para o setor elétrico e saneamento.

Nossa homenagem a Rangel por sua dedicação na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e, em especial dos urbanitários.

Nossas condolências e solidariedade aos familiares e amigos.

RANGEL, presente!

Pedro Blois
Presidente da FNU – Federação Nacional dos Urbanitários, em nome da diretoria

Paulo de Tarso
Presidente da CNU – Confederação Nacional dos Urbanitários, em nome da diretoria

Leia texto em homenagem a Rangel escrito por Magno dos Santos Filho (Maguinho), secretário de Organização e Política Sindical da FNU e dirigente do Sintergia-RJ:

O final dos anos 70 foi marcado pela ebulição política que unia aqueles que resistiram a Ditadura e de lideranças que surgiram a partir da experiência de lutas retomadas nos Sindicatos e movimentos Sociais.

As grandes greves no ABC Paulista, a luta pela anistia ampla e irrestrita, a busca pela volta dos Partidos de Esquerda a Legalidade, tudo isso se resumia numa única expressão : O fim da Ditadura.

Nosso Sindicato, muito marcado pela intervenção durante os anos de repressão, manteve um núcleo político que resistiu e manteve a sua unidade e atuação ainda que isso tenha custado a tortura e morte de alguns. Lélio, Chaves, Elmo, Tião Lanterneiro, Benigno são alguns desses grandes lutadores que mantiveram essa luta mesmo com suas vidas em risco.

Rangel, surge como o nome para dirigir o Sindicato dos Urbanitários do Rio de Janeiro, nesse momento.
Os resquícios da Ditadura ainda presentes e a memória de violência contra militantes ainda muito viva.

É emblemática, a foto, desse período, em que Rangel e a Direção do Sindicato, à época, recebe Luis Inácio Lula da Silva, no auditório da General Canabarro. ( Provavelmente trataram da realização do Conclat que definiria criação da CUT, CGT e transformaria toda estrutura sindical das últimas décadas.). Essa era a estatura política de Rangel.

Como dirigente, fez uma religação fantástica do Sindicato e suas bases, além de valorizar e modernizar a forma como se dava a comunicação Sindical, sempre muito ligado ao Movimento Nacional, transformou o Sindicato num pólo fundamental para unificação das Lutas.

Sua ida para presidência da Federação Nacional dos Urbanitários, também foi marcada por um impulso fantástico nas articulações de lutas nacionais que lançaram os marcos de poderosa Organização Nacional para o Setor Elétrico e Saneamento.

A criação do DIAP, DIEESE e inúmeras outras iniciativas de vanguarda tiveram o empenho e o esforço de Rangel.
Um legado imenso, de dedicação a luta da Classe Trabalhadora que nos orgulha e nos anima a continuar Lutando.

Rangel, em alto e bom som,
Presente!

Rio, 14 de abril de 2021

Maguinho.

 

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