A Federação Nacional dos Urbanitários, entidade que representa mais de 200 mil trabalhadores do setor de energia, saneamento, meio ambiente e gás, considera a intervenção federal na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, mais uma medida de caráter autoritário do governo ilegítimo que hoje comanda nosso país. Essa ação na verdade busca desviar a atenção da opinião pública sobre as medidas antipopulares, que hoje estão na pauta política do congresso, especialmente a reforma da previdência e a venda do Sistema Eletrobras ao capital internacional.

A FNU tem a certeza que esta intervenção não resolverá os problemas históricos da segurança no Estado do Rio de Janeiro, pelo contrário, tais medidas de exceção servirão para aprofundar a repressão e a violência aos moradores das comunidades pobres, que estarão sitiados em suas próprias casas, ao contrário dos verdadeiros financiadores do crime que se encontram em bairros sofisticados da cidade, gozando de todas as garantias que a segurança pública e privada podem lhes oferecer.

O aumento da violência no Rio de Janeiro tem ligação direta com o golpe impetrado contra o governo Dilma, pois foi o Estado que mais sofreu com as consequências nefastas da chamada operação lava jato. A Petrobras foi asfixiada, a redução dos seus investimentos resultaram na queda brusca nos empregos e nos royalties pagos ao Governo do Estado. Somado a esse panorama de profunda recessão econômica um grupo político corrupto, que teve um ex-governador preso e o atual sem a competência necessária para gerenciar minimamente a máquina pública.

O oportunismo do governo golpista diante da fragilidade econômica e política do Estado do Rio de Janeiro já tinha se manifestado com a pressão para a privatização da Cedae, em troca do refinanciamento da dívida com a união.  E agora, se amplia com uma ação populista, onde coloca as forças armadas em uma função para qual não estão devidamente preparadas, e já se mostrou desastrosa em países como o México.

A FNU condena e repudia a medida de exceção tomada pelo governo golpista de Michel Temer, e reafirma seu compromisso em defesa do estado de direito, das garantias individuais, da liberdade de manifestação, inclusive dos movimentos sociais e sindical, em uma conjuntura de retirada de direitos, em escala jamais vista no país.  Por fim, convoca cada entidade sindical a reforçar a luta em contra o arbítrio que se manifesta no país de forma perigosa. Não à intervenção federal, em defesa das políticas sociais e um agenda econômica inclusiva, sem privatizações, contra a reforma da previdência, que traga desenvolvimento, empregos para todos e todas e esperança em um país mais justo.

A Diretoria
FNU – Federação Nacional dos Urbanitários

 

O CNE –  Coletivo Nacional dos Eletricitários – também distribuiu nota:
Leia: NOTA DO CNE CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR NO RJ (1)

 

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