Na semana passada foi realizada a nossa primeira reunião da Negociação Coletiva 2018. Quem recebeu os representantes do Sindieletro foi o diretor de Relações Institucionais e de Comunicação, Thiago de Azevedo. Do nosso lado, participaram o coordenador Geral do Sindicato, Jefferson Silva, o secretário Geral, Vander Meira, além de Emerson Andrada e Edvaldo Pereira, coordenadores das regionais Vale do Aço e Mantiqueira, respectivamente.

Em primeiro lugar, é importante destacar, novamente, que não negociamos o tradicional Acordo Coletivo de Trabalho. Neste ano, a nossa pauta trata de itens específicos, numa negociação garantida pelo ACT de 2017, quando fechamos um Acordo válido por dois anos, mas com a prerrogativa de apresentar, em 2018, novas reivindicações para ajustes específicos.

Voltando à pauta da reunião da última quinta-feira, 27, tivemos um debate extenso com o diretor da empresa, em que argumentamos e defendemos todosositens que compõem a nossa pauta. Não por acaso, o encontro teve início às 17 horase se estendeu pela noite.

Entre os pontos para os quais conseguimos respostas objetivas, estão a recomposição da remuneração global da categoria e o PCCR.

No primeiro caso, o diretor Thiago de Azevedo confirmou que a diretoria da empresa garantiu a disponibilidade de recursos para recompor a remuneração global da categoria, relativa às perdas dos eletricitários que ficaram sem PLR em 2017.

Nesse caso, o valor do montante, segundo o diretor, será o reivindicado pelo Sindieletro, que é de R$ 37 milhões. No entanto, ele afirmou que resta uma avaliação do Departamento Jurídico da empresa, que estuda as formas legais de se fazer a distribuição.

Uma próxima rodada de negociação será agendada em breve. Nos próximos dias, a diretoria do Sindieletro estará nas bases realizando setoriais e conversas para tirar dúvidas da categoria. Fique atento ao nosso site e aos comunicados para saber das novidades da nossa negociação!

 

Está na nossa pauta: RH da Cemig implementa novo PCCR e frustra a categoria

Um dos pontos primordiais da nossa pauta, o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) foi implementado pela empresa no mês de setembro. E muitas foram as críticas recebidas pelo Sindieletro sobre os critérios e formas de enquadramento.

Por isso, na reunião da última quinta, apresentamos a realidade sobre o clima de insatisfação da categoria com o PCCR e cobramos do diretor Thiago de Azevedo uma posição sobre o assunto. Destacamos quena nossa pauta há uma cobrança explícita da categoria para que o RH corrija, imediatamente, o enquadramento dos eletricistas contratados nos últimos seis anos, bem como os desvios de função existentes.

De acordo com Thiago, caso os eletricitários (as) possuam críticas ao PCCR, deverão encaminhá-las ao RH da empresa. O Sindieletro, no entanto, orienta que todas as manifestações também sejam enviadas para o Sindicato, para que possamos acompanhar a resolução e evitar qualquer tipo de retaliação sobre os trabalhadores.

Mais reuniões

No dia seguinte à reunião para a negociação coletiva, com Thiago, retornamos à Cemig para discutir sobre o PCCR com o superintendente de Recursos Humanos, Luiz Augusto Barcelos. No encontro, a empresa iniciou a apresentação das características gerais do Plano. De cara, o Sindieletro identificou problemas que já foram relatados à empresa.

Pela dimensão da discussão, precisaremos de pelo menos mais duas reuniões para esgotar o assunto. A próxima está agendada para a sexta-feira, dia 5.

Histórico do PCCR

Há décadas, o antigo PCR já gerava insatisfações pelas injustiças criadas, pela falta de transparência e a desvalorização dos trabalhadores. Desde que a gestão da Cemig anunciou que iria elaborar o novo PCCR através de uma consultoria e sem a participação da categoria ou do Sindicato, o descrédito foi total entre os trabalhadores. Agora, o novo Plano frustra novamente as expectativas de todos.

No início deste ano, a insatisfação foi nítida quando a empresa apresentou, no auditório da Sede, um esboço do PCCR e vários eletricitários (as) manifestaram incômodo. Na ocasião, ficou óbvio que as carreiras ficariam travadas, já que a proposta era de só possibilitar a progressão no caso de vacância no nível da carreira superior à pretendida pelo trabalhador.

O PCCR é uma ferramenta de RH e, como tal, deveria ser construído e ter a participação dos trabalhadores, mas a Cemig sempre descartou essa possibilidade. Tudo vem de cima para baixo. A falta de transparência é tanta que o RH não quis apresentar, previamente, o PCCR de forma mais detalhada para que o Sindieletro pudesse analisar e propor sugestões que atendam as expectativas da categoria.

Portanto, que fique claro para todos os eletricitários que o novo PCCR foi concebido sem a participação do Sindieletro e da categoria. Ouvimos os trabalhadores sobre o impacto da implementaçãodo PCCR dentro da empresa. Veja as impressões que vieram da base.

“Como pode a empresa implantar um novo plano mantendo os mesmos problemas anteriores? Não tem transparência, não teve participação do Sindicato, ninguém sabe explicar como vai funcionar. Quem estava parado no início da carreia há muitos anos ou quem está em desvio de função vai continuar com os mesmos problemas”.

“Muitas pessoas tiveram reajustes salariais na minha área. No entanto quase todos foram ínfimos. Alguns colegas tiveram centavos de reajuste e alguns sequer tiveram”.

“A nossa expectativa era outra. E agora qual o nosso futuro com o novo PCCR? Os eletricistas novatos vão continuar esquecidos pelo RH?”

“Após muitos anos o RH da Cemig conseguiu fazer algo que quase por unanimidade trouxe descrença total para a categoria”.

“Sei que tiveram alguns colegas que tiveram reajustes acima de 3, 4%, e até mesmo 12% no salário, mas acredito que foram poucos. Não temos informações do que foi feito e nem o critério. Também observei que, para variar, alguns beneficiados já possuíam salário e nível muito superior ao da maioria.”

“Já os demais técnicos e eletricistas tiveram reajustes aquém do esperado para que pelo menos fossem reduzidas as enormes divergências criadas ao longo dos anos”.

 

 

Fonte: Ascom Sindieletro-MG

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