Stiu-AC vai pedir cancelamento da audiência, que ocorreu na sexta-feira (23/2), por série de irregularidades

O Sindicato dos Urbanitários do Acre –  Stiu-AC – pretende entrar na Justiça pedindo o cancelamento da audiência pública que discutiu a privatização da Eletrobras Distribuição Acre.

A reunião ocorreu na última sexta-feira (23/3) em Rio Branco e foi marcada por muita confusão e tumulto.

Como já havia ocorrida na audiência sobre a privatização da Ceron, em Porto Velho-RO, na quarta-feira (21/2), aconteceram muitos entraves para entrada dos trabalhadores e população no auditório Fecomercio, em Rio Branco.

Representantes de sindicatos e moradores da zona rural do Acre foram impedidos de entrar para participar da audiência pela Polícia Militar (PM) e pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Vieram para cima dos trabalhadores e bateram em muita gente. Eles querem fazer de qualquer jeito, mas o que estamos sugerindo, até para a própria PM-AC porque tem mais polícia aqui do que nas ruas, é que seja suspensa. Não tem clima, que faça outro dia para que possam abrir para o público participar, mas querem fazer de qualquer jeito”, disse Marcelo Jucá, vice-presidente do Stiu-AC, durante o tumulto para a entrada.

Jucá explicou que a categoria convidou vários moradores da zona rural do estado para participar. “O povo veio de longe e quer participar. Eles são os grandes prejudicados. O movimento foi falar e os seguranças vieram para cima e teve a maior briga. Pelo edital, eles têm que concluir até meio-dia, mas não ouvimos a resposta deles. Estamos sugerindo que remarque”, complementou.

Ainda durante a tentativa de entrar para participar da audiência, a moradora da cidade do Bujari, Mirtes Souza, “a gente está se manifestando contra a audiência pública, que passou de ser pública quando teve limitação de pessoas. Fomos impedidos de entrar e somos os mais interessados de participar, que são os consumidores da zona rural. Viemos de muito longe, mas é só para quem é patrão, é a audiência dos bacanas”, contou a moradora da cidade do Bujari.

Audiência interrompida

A audiência foi interrompida por volta de 10h40. Marcelo Jucá informou que o grupo que estava no local aguardou até às 12h30, mas a reunião não foi retomada.

Já a presidente da mesa, Agnes da Costa, representante do Ministério de Minas e Energia (MME), informou à reportagem do G1 que decidiu pela retomada da audiência às 12h35 e que às 13h05 a reunião foi encerrada.

“Para nós do movimento sindical do Acre ela [audiência] foi ilegal, porque ficamos sabendo que eles concluíram a audiência depois. Já acionamento a parte jurídica e vamos aguardar a decisão. Houve uma série de irregularidades nessa audiência”, disse Jucá.

O horário da audiência seria entre 9h e 12h. O grupo teria ficado no local até as 12h30 aguardando o retorno da reunião, mas não teve sucesso. “Eles não tinham retornado, foi quando decidimos sair. A informação é que continuaram depois só eles. A ideia é que seja cancelada essa audiência e seja feita uma nova, com ampla divulgação e oportunidade para toda sociedade participar”, afirmou o sindicalista. (com informações: agências e G1)

 

 

 

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