O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) participou, no dia 19, em Belo Horizonte, de um encontro com a pré-candidata à presidência da república pelo PCdoB, Manuela d’Ávila, para entrega do “Manifesto dos trabalhadores Eletricitários por um setor elétrico público, eficiente e para todos”.

No encontro, a presidenciável destacou que uma das bandeiras de luta do Partido se dá em torno da defesa da segurança energética e da soberania nacional. Ela se posicionou contrária à venda da Eletrobras e afirmou que se eleita vai revogar toda e qualquer privatização.

A dirigente sindical do STIU-DF, Fabiola Antezana, relatou que os impactos da privatização para a sociedade serão nefastos, com aumentos exorbitantes na tarifa de energia e a considerável piora na prestação do serviço.

Antezana destacou ainda que, “a situação impacta principalmente as mulheres. Hoje elas comandam 50% dos lares brasileiros e para poder cumprir a dupla e até tripla jornada usam eletrodomésticos para ter um mínimo de bem-estar social. Com o aumento da tarifa, o uso desses bens fica inviável para a população mais pobre”, disse.

De acordo com o manifesto, a energia elétrica é bem essencial para a qualidade de vida do povo e para o desenvolvimento da nação, por isso não pode ser vista como mera mercadoria submetida à especulação. Além disso, os eletricitários propõem a criação de um fundo nacional de equalização para beneficiar as empresas de distribuições de regiões sem viabilidade econômica, bem como, a reversão de todas as privatizações, alterações no marco regulatório e nos estatutos sociais das empresas do grupo Eletrobras realizadas durante a vigência do atual governo.

“Por não ter sido eleito pelo povo e por não ter apresentado ao escrutino das urnas esse programa de governo privatista, o atual governo não possui legitimidade para promover essa verdadeira dilapidação do patrimônio público. Portanto, é necessária a anulação de todos os atos lesivos derivados do governo Temer, inclusive as privatizações, normas regulamentares do setor elétrico e alterações estatutárias das empresas do grupo Eletrobras que as submetem aos interesses mercadológicos de curto prazo em detrimento de seu papel como executoras de políticas públicas e de agentes do desenvolvimento nacional”, afirma o documento.  (fonte: Stiu-DF)

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