Representantes do CNE – Coletivo Nacional dos Eletricitários, que integra a FNU, entregaram na última semana o “Manifesto dos trabalhadores Eletricitários por um setor elétrico público, eficiente e para todos”, para dois pré-candidatos à presidência da república.

Na quinta-feira, 22 de março, em Brasília, os trabalhadores participaram de uma reunião com o pré-candidato pelo PSol, Guilherme Boulos, que enfatizou a necessidade de ampliar o debate com a sociedade sobre os impactos da privatização da maior estatal elétrica da América Latina. Ele destacou ainda que a venda da Eletrobras é um ataque à soberania nacional.

 

 

No sábado (24/3), foi a vez dos representantes do CNE entregarem o manifesto ao ex-presidente Lula, em Florianópolis, durante a passagem de sua caravana por Santa Catarina. O presidenciável se solidarizou com a luta dos trabalhadores do setor elétrico. Estiveram presentes representantes do Sinergia – Florianópolis e região – e do Sindicato dos Eletricitários de Lages e região, em nome da Intersindical dos eletricitários do sul do Brasil.

O Manifesto traz uma série de dados sobre a atual situação do setor elétrico nacional, além de propostas com base técnica para o aprimoramento do setor na esfera pública. De acordo com o manifesto, a partir dos anos 90, e no rastro das políticas neoliberais o setor elétrico brasileiro passou a ser laboratório de experimentação de fórmulas importadas de outras nações, que guardam pouca semelhança com a brasileira.

Dentre as propostas para um modelo democrático e sustentável para o Setor Elétrico Brasileiro, os eletricitários ressaltam a valorização das energias renováveis, o fortalecimento das empresas estatais, com foco na sustentabilidade e ação voltada aos projetos estruturantes, bem como, a criação de um fundo nacional de equalização para beneficiar as empresas de distribuições de regiões sem viabilidade econômica.

“Na maioria dos estados da Amazônia, o serviço de distribuição de energia elétrica simplesmente não é viável economicamente. A não ser com a prática de tarifas exorbitantes ou com péssima qualidade de fornecimento para comunidades carentes ou isoladas. Por isso é urgente a criação de um fundo que redistribua parte dos lucros das empresas de distribuição situadas nas regiões mais desenvolvidas para aquelas que atuam na Amazônia brasileira, fundo esse a ser administrado pela Eletrobras”, afirma o documento. (com informações: Stiu-DF)

 

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