Nos dias 19 e 20 de setembro, representantes da Intersindical Furnas se reuniram com a direção da empresa, em Campinas, para dar continuidade à negociação do Acordo do Banco de Horas, iniciada há três anos.  Na ocasião, foram discutidos ainda o controle de frequência, a interdependência dos bancos e, principalmente, o PHT, ou seja, a mudança de regime dos trabalhadores, na qual não há um padrão específico onde as várias áreas da empresa têm praticado, à margem da lei, sem anuência do  profissional.

Sobre o Banco de Horas, a Intersindical enfatizou, caso não haja consenso para o fechamento do acordo, a obrigatoriedade da empresa em cumprir o estabelecido na Portaria 1510, de 21 de agosto de 2009, que determina o uso do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP). Além disso, foi solicitada a manutenção da proposta de vinculação do normativo de frequência ao Acordo do Banco de Horas, uma vez que são complementares.

As entidades sindicais ratificaram o posicionamento quanto à pré-assinalação, na oportunidade, solicitaram a dispensa da prática na empresa.  A direção de Furnas tem o prazo de 30 dias para responder a Intersindical.

Operadores

Na reunião, foi discutido o acordo dos operadores que atuam sob o regime de 8 horas. A direção de Furnas se comprometeu a analisar a proposta de nova redação apresentada pelas entidades sindicais. Desta forma, propôs a prorrogação dos acordos vigentes até 31/12/2018.

Teleassistência

A Teleassistência ou Telecomando, assunto de extrema importância para o bom desempenho operacional de Furnas, ainda é tema divergente entre a Intersindical e a empresa.  Mais uma vez, os representantes dos trabalhadores manifestaram discordância com a forma que a direção da estatal vem atuando quanto ao tema.

Furnas, de forma unilateral, está tentando implantar o “TOM” técnico de operação e manutenção, onde técnicos receberam treinamento e posterior certificação do ONS para operar subestações.

A intersindical entende que isso faz parte do pacote privatista da Eletrobras, com endosso do diretor de Operação e do ex-superintendente de Operação Oeste, enxugando e eliminando postos de trabalho e que tal atitude da empresa deve ser discutida com os sindicatos, conforme cláusula sexta e oitava do ACT Nacional.

Diárias de hospedagem

As entidades sindicais informaram à empresa sobre os impactos negativos percebidos pelos trabalhadores quanto à instrução normativa que trata da diária de hospedagem, visto que há forte indicativo de que a medida gera ônus financeiro para Furnas em casos de emergência.

A direção da empresa disse que a IN foi alterada conforme orientação da área financeira.  A DA ficou de apresentar em 10 dias alternativas para a solução do problema levantado.

PCC3

A Intersindical Furnas manifestou preocupação quanto ao remanejamento de profissionais contratados PCC3 para atividades-fim de competência de trabalhadores do quadro próprio da empresa. Destacaram ainda o risco de acidentes e até morte que estes profissionais ficam expostos.  A empresa se comprometeu a tratar da questão.

Descaso

Novamente, o diretor de operação não compareceu à reunião da Intersindical Furnas com a empresa. Essa atitude mostra a falta de respeito e compromisso do diretor com as demandas da categoria.

Instrução normativa de condutores

Após questionamentos da Intersindical sobre a instrução normativa que trata dos condutores  de veículos, a DA informou que serão suspensos todos os termos de responsabilidades já assinados até que a norma seja revista. A redação do novo termo será discutida junto com as entidades sindicais. (fonte: Stiu-DF)

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