Mulheres urbanitárias também estarão presentes. “Temos que ampliar e fortalecer a participação feminina no mundo sindical, ainda tão marcado pelo domínio masculino. Afinal, somos maioria na população brasileira”, disse a secretária da Mulher da FNU, Gilvana Maria Noleto Barros da Silva.

 Mulheres do mundo todo estarão reunidas no próximo dia 16 de março, em Salvador, durante o Fórum Social Mundial (FSM2018), que acontece entre os dias 13 e 17 de março. A “Assembleia Mundial das Mulheres: contra o machismo, o racismo a LGBT fobia e por democracia” será no estádio de Pituaçu, na capital baiana, que tem capacidade para 45 mil pessoas.

A presidenta democraticamente eleita, Dilma Rousseff, e a ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, são algumas das personalidades femininas que participarão do encontro, cujo objetivo é debater questões de gênero, feminismo e outras lutas. A assembleia também vai denunciar o golpe de Estado que destituiu Dilma e o machismo dos golpistas.

“Vamos denunciar para o mundo o golpe que sofremos e o machismo que ainda impera na vida das brasileiras. Derrubaram uma mulher legitimamente eleita para colocar homens, brancos e velhos para governar esse País”, diz a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Bahia, Lucíola Simião.

“O golpista de Michel Temer governa contra o povo brasileiro, tirando direitos, especialmente das mulheres”.

Temer acabou com a secretaria de Políticas para Mulheres e aprovou medidas que prejudicam ainda mais a vida das mulheres, como a reforma Trabalhista, a terceirização e a Emenda Constitucional, que congela investimentos para saúde e educação por 20 anos, enumera a dirigente.

As mulheres da Bahia e de todo Brasil se juntarão a organizações e redes feministas internacionais e ativistas das diversas regiões do mundo, a exemplo das curdas, palestinas, africanas, asiáticas, latino americanas, ameríndias e afro-caribenhas, que já confirmaram participação no evento.

A proposta da Assembleia Mundial de Mulheres foi levada ao Conselho Internacional do FSM2018, em reunião realizada em outubro de 2017, depois que as mulheres fizeram inúmeros diálogos sobre as preocupações com as companheiras que vivem em situações de guerra, como as combatentes curdas; a solidariedade com as resistentes à ocupação e apartheid da Palestina, e a organização das mulheres negras brasileiras contra o feminicídio e o extermínio de sua juventude. As trabalhadoras brasileiras também colocarão em pauta a participação no mundo sindical.

“Temos que ampliar e fortalecer a participação feminina no mundo sindical, ainda tão marcado pelo domínio masculino. Afinal, somos maioria na população brasileira”, disse a secretária da Mulher da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Gilvana Maria Noleto Barros da Silva.

Segundo ela, “o FSM2018 será uma oportunidade única de mostrar a luta das mulheres brasileiras contra o preconceito, pela equidade salarial entre homens e mulheres e contra o assédio sexual e moral nos locais de trabalho, entre outras”. (fonte: CUT)

Fórum Social Mundial: uma trincheira de luta feminina

O dia 16 de março será uma oportunidade única para as mulheres urbanitárias que lá estiverem de colocar também a sua pauta de lutas para o mundo, como: a defesa da água como bem público, a necessidade de ampliar a participação feminina no mundo sindical, ainda tão marcado pelo domínio masculino, contra o preconceito, contra a reforma da previdência, a necessidade da equidade salarial entre homens e mulheres, dentre outros pontos.

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