A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2020, a ser paga em 2021, deve atingir valores recordes para os eletricitários que atuam na Energisa-MS. Um dos principais motivos é a luta permanente do Sinergia-MS em melhorar o cálculo e os pesos dos indicadores que compõem a PLR todos os anos.

Durante a última negociação, foram realizadas mais de 15 reuniões por videoconferência entre a concessionária de energia e o sindicato. “É um trabalho árduo e minucioso que é realizado por uma equipe experiente do sindicato. Novamente brigamos e conseguimos estabelecer pesos maiores em indicadores que são mais fáceis de serem atingidos. Dessa forma, garantimos que o trabalhador receba uma PLR melhor, mais justa”, explica o diretor do Sinergia-MS, Gilson Pereira, que é engenheiro e integra a mesa de negociação da PLR.

“Essa negociação ocorreu em um cenário desafiador, com a pandemia e a implementação da MP 936 pela empresa. Mesmo assim, conseguimos negociar muito bem os indicadores e os pesos. E a categoria também fez a parte dela atingindo um BSC muito bom”, avalia o diretor Breno Mourão, que é arquiteto e também integra a mesa de negociação da PLR.

O BSC (Balanced Scorecard ou Indicadores Balanceados de Desempenho), que é o conjunto dos indicadores que compõem a PLR, totalizou 120,43%. Ou seja, os trabalhadores ultrapassaram as metas estabelecidas. Além disso, o lucro da Energisa-MS em 2020 foi de R$ 342,2 milhões, um aumento de 2,8% em relação a 2019.

Contudo, sem uma atuação experiente e combativa dos dirigentes sindicais, esses resultados não estariam sendo bem distribuídos pela empresa.

“É uma equipe com qualidade técnica, experiência, porque mesmo sem todas as informações que a empresa tem, conseguimos atingir bons resultados na negociação. Há um comprometimento muito grande dos diretores do sindicato, de estudar as fórmulas, olhar para o mercado, fazer análises, cálculos, simulações para que o trabalhador receba de fato um valor justo”, explica a economista e supervisora técnica do escritório regional do DIEESE, Andreia Ferreira, que também integra a mesa de negociação da PLR.

Avanços

A PLR não é um benefício da empresa, e sim uma conquista do sindicato graças ao apoio e força dos trabalhadores. Mesmo assim, a distribuição justa do lucro da empresa depende de uma atuação permanente dos dirigentes sindicais.

A cada ano a equipe de negociação da PLR faz diversas análises para conseguir novos avanços. “Quando o trabalhador recebe o dinheiro na conta, ele não faz ideia de quanto o sindicato trabalhou para conseguir isso. São reuniões de duas, três horas, os diretores fazendo conta e lutando para que os trabalhadores recebam uma boa PLR. Eles (trabalhadores) ajudaram a construir essa riqueza, então, a PLR precisa ser exatamente isso: uma participação da categoria no lucro que ela mesma ajudou a gerar”, destaca Andreia Ferreira.

Nos últimos anos, por exemplo, o sindicato conseguiu garantir que o cálculo da PLR seja feito com base em 3% do lucro líquido da empresa e não em 1% do lucro, como a Energisa queria.

Outra mudança foi com relação à hora extra. Antes, o cálculo da PLR era feito com base nas horas extras trabalhadas e, desde o ano passado, é feito considerando as horas extras pagas.

A mesa de negociação é formada pelos diretores Elvio Vargas, Gilson Pereira, Breno Mourão, Aliceia Araujo, Francisco Ferreira da Silva, Valentim Delfino, Antônio Carlos Rodrigues Camuci e Roberto Schneidewind Junior e a economista Andreia Ferreira.

“Vale relembrar que a PLR já foi engessada, ou seja, que ela era de 1- 1,5 a 2 -2,5 para cada trabalhador. E, graças à luta do sindicato, a gente conseguiu fazer com que ela fosse melhor distribuída –  hoje quem tem um salário menor acaba recebendo uma PLR maior.  Mas para isso acontecer, a gente acabou tirando de quem ganha mais e distribuindo para quem ganha menos, ou seja, houve uma socialização melhor da PLR.  A luta do sindicato é para que esta socialização melhore e a PLR seja melhor distribuída”, concluiu o presidente do Sinergia, Elvio Vargas.

Fonte:Ascom Sinergia-MS

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