Para o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está sendo criterioso na escolha do relator do projeto de lei da privatização da estatal. O relator ainda não está decidido e na tentativa de privatização feita no governo Temer, a relatoria era do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que não se reelegeu. De acordo com ele, Maia está tomando o cuidado necessário para escolher um relator que vá fazer deslanchar o projeto. “Tivemos varia interações com ele, ele está sendo bastante cauteloso para identificar uma boa pessoa”, afirmou Ferreira Junior, que participou de almoço na Associação Comercial do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 10 de dezembro.

O executivo não acredita que as eleições municipais devam influenciar na aprovação do PL, já que a intenção é que ele seja aprovado no primeiro semestre, distante da época das eleições, que vão acontecer em outubro. O Plano de Negócios e Gestão deverá ser apresentado na semana que vem, mas ele ainda não sabe o valor de investimentos para os próximos anos. Os investimentos da Eletrobras têm ficado entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões nos últimos anos. Ele também aposta na venda até o fim do ano das 38 Sociedades de Propósito Específico que ainda estão à venda.

O modelo de parceria para viabilizar a usina nuclear de Angra 3 segue sem definição. Ele também acredita que até o fim do ano a forma para atrair o parceiro seja revelada. O BNDES está fazendo a modelagem. Há a chance do parceiro se acionista da Eletronuclear, dele ser sócio minoritário da SPE ou ele fazer um contrato de turn key em que as garantias são os recebíveis da usina. A cisão da Eletronuclear só poderá ser feita após a aprovação do PL de privatização.  A usina será o último investimento de geração que será entregue, já que todos outros foram finalizados.

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