Na manhã desta quinta-feira (27/9), a Eletrobras conseguiu vender, em leilão realizado na B3 (Bovespa), em São Paulo, apenas três de suas oito participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) de geração eólica colocadas à venda, todas pelo valor mínimo estabelecido no edital.

A Serra das Vacas Participações levou o lote C, com um lance sem um ágio em relação ao valor mínimo, de R$ 66.719.887,07. O lote é composto por uma participação de 49% nas SPE Serra das Vacas. A sócia da Eletrobras no empreendimento é a PEC Energia, que possui 51%. A SPE opera complexo eólico instalado em Pernambuco.

A J.Malluceli conquistou o lote F, composto por três SPEs localizadas no Rio Grande do Norte, ao oferecer proposta com o lance mínimo de R$ 171.301.564,71. A Eletrobras ofereceu sua participação de 49% e a J.Malluceli já detém os 51% restantes da SPE.

Já a Brennand Energia conquistou o lote H, composto por oito SPEs localizadas na Bahia, ofertando o preço mínimo de R$ 232.592.591,87. A Eletrobras detém 49% da maior parte das SPEs, mas menos de 2% em duas delas. A Brennand já é controladora de todas as SPEs.

No total, estão sendo ofertadas 71 participações, reunidas em 18 diferentes lotes, que somam valor mínimo de R$ 3,1 bilhões. Na abertura do certame, o leiloeiro anunciou que não havia proponentes para os lotes A, B, D, E, G, Q e R.

Dentre os grupos interessados presentes para a disputa estão Alupar, Cteep, Equatorial e Taesa e Brennand Energia. (fonte: Isto É)

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Venda de distribuidoras e plano de privatização

Quatro distribuidoras da Eletrobras já foram vendidas neste ano. Em julho foi leiloada a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e em agosto foram vendidas as Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, em Roraima.

A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) está com a venda suspensa por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). Já o leilão da distribuidora da Eletrobras o Amazonas foi adiado para o dia 25 de outubro em razão da não votação no Senado de projeto de lei (PLC77/18) que reduz incertezas em torno da distribuidora do Norte.

Em 2016, a Eletrobras decidiu não renovar a concessão das distribuidoras e, desde então, tem operado as concessionárias de forma provisória. A decisão da estatal foi vender as distribuidoras e, caso a venda não ocorra, liquidá-las.

No final de maio, o governo retirou do Orçamento a previsão de arrecadação extra de R$ 12,2 bilhões no ano com a privatização da Eletrobras, devido à demora na tramitação do projeto que libera essa operação, e com isso a venda da estatal saiu do cronograma do pacote de privatizações do governo Temer. (com informações: G1)

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