Nossa luta não pode ter trégua. Vamos continuar firmes: energia não é mercadoria. A Eletrobras é patrimônio do povo brasileiro

Nesta sexta-feira (28/12), a Equatorial Energia S.A. foi a vencedora do leilão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), última das seis distribuidoras da Eletrobras colocadas à venda em 2018. O leilão foi realizado na B3, a antiga Bolsa de Valores de São Paulo.

A proposta da Equatorial, com índice de deságio zero, foi a única apresentada pela Ceal. A distribuidora atende 102 municípios alagoanos e 1,045 milhão de consumidores.

A privatização trará certamente aumento de tarifas para o povo alagoano, assim como já vem ocorrendo com as outras distribuidoras privatizadas, além da piora na qualidade dos serviços e demissão de trabalhadores.

“Em todos os locais onde empresas que prestam serviços essenciais foram privatizadas, a população foi quem mais sofreu, pois o capital privado não leva em consideração a questão social, visa apenas o lucro”, denuncia a direção do Stiu-AL – Sindicato dos Urbanitários de Alagoas.

Desmonte é questionado na Justiça

O leilão da Ceal ocorreu após uma série de adiamentos e questionamentos na Justiça. Uma decisão do desembargador Marcos de Oliveira Cavalcante, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª região, chegou a suspender os efeitos do leilão. Mas o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, validou a venda e também a manutenção do leilão da Ceal.

Em julho foi vendida a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), e em agosto foram vendidas Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, em Roraima. Neste mês de dezembro foi vendida a Amazonas Energia e, agora,   com esse leilão da Ceal, a empresa é a última das seis distribuidoras da estatal a ser colocada à venda.

Os departamentos jurídicos dos sindicatos dos urbanitários e da Federação Nacional dos Urbanitários – FNU – já entraram com vários recursos judiciais contra as privatizações das distribuidoras e aguardam as decisões da Justiça. (com informações: das agências)

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