Essa é a segunda extensão de prazo nessa fase do PDC, interessados têm até o 14 de novembro para manifestar adesão

A Eletrobrás anunciou novo  prazo para os empregados que desejarem fazer parte do Programa de Demissão Consensual. A nova data limite é 14 de novembro. Originalmente, o plano deveria ocorrer entre 15 e 26 de outubro.

Na primeira fase, 733 empregados aderiram ao plano, representando uma economia de R$ 254 milhões anuais.  Os desligamentos estão previstos para ocorrer em turmas mensais até dezembro. São elegíveis ao PDC empregados que tenham, no mínimo, 10 anos de vínculo empregatício com a empresa, no momento do desligamento; ou anistiados e reintegrados à empresa por meio da Comissão Especial Interministerial de Anistia – Lei nº 8.878/1994 (neste caso não há exigência de tempo mínimo de empresa).

Saiba:

O plano de desligamentos acontece em meio ao processo de privatização de seis distribuidoras da estatal, do qual quatro já foram leiloadas. Segundo a empresa, objetivo é reduzir o endividamento da companhia e reequilibrar suas finanças, que fecharam 2017 com um prejuízo de R$ 1,72 bilhão.

Em março deste ano, a estatal havia anunciado a aprovação do PDV nas subsidiárias Eletrobras Cepel, CGTEE, Chesf, Eletronuclear, Eletronorte, Amazonas GT, Eletrosul e Furnas, além da própria Eletrobras.

Segundo Pinto Jr., as fases anteriores do PDV e de programas de aposentadoria já desligaram 3 mil empregados da companhia. O objetivo da reabertura do plano de demissões, segundo ele, é chegar a uma economia de R$ 1 bilhão.

Trabalhadores denunciam desmonte da estatal. Para Nailor Gatto, vice-presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), após o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, o interesse do governo e da direção da empresa é entregar a estatal para o capital financeiro especulativo. Leia: Plano de demissão voluntária é mais uma etapa de privatização da Eletrobras

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