A Eletrobras prevê poder cortar até 3 mil vagas neste ano, devido à implementação de um centro de serviços compartilhados e de um sistema de gestão na companhia. A informação foi dada nesta quarta-feira (15/8) pelo presidente da empresa, Wilson Ferreira, em teleconferência com acionistas e investidores.

O executivo afirmou que, dessas vagas, 736 já foram eliminadas após um PDC (Plano de Demissão Consensual) lançado pela empresa.

“Até o final desse ano… o potencial de redução de quadros é na casa de 2,5 mil a 3 mil, e tivemos até o momento 736”, explicou Ferreira.

Ele adicionou que o programa será reaberto para novas adesões neste segundo semestre. “Teremos pelo menos mais uma abertura no segundo semestre, podendo ser duas. Já temos autorização para fazer uma segunda”, disse.

A proposta da estatal para os empregados consiste no pagamento da soma da multa do Fundo de Garantia e do aviso prévio acrescido de 50%. Os funcionários terão direito ainda a cinco anos de plano de saúde. Segundo Ferreira Junior, a baixa adesão dos funcionários pode ser explicada por fatores externos que se aproximavam na sociedade não terem se concretizado, como uma eventual retomada da economia ou de reforma da previdência, que levaria a aposentadoria. Como haverá eleição esse ano e ano que vem um novo governo, esses fatores podem ser decisivos na nova tentativa.

Ainda de acordo com o presidente da estatal, a maioria dos funcionários que aderiram ao acordo era de quem estava prestes a se aposentar e os que tinham uma remuneração mais alta. Atrasos no sistema de SAP da empresa, que levariam a redefinições nas atividades dos funcionários, também colaboraram para a baixa adesão. “Há uma curva de ajuste que estamos esperando gerar alguns fatos que mobilizem as pessoas”, explica o executivo. (com informações: Reuters e Canal Energia)

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