Subsidiária com dívidas de R$ 16 bi é vendida por valor simbólico: R$ 50 mil

Após vários adiamentos e ações na Justiça, o governo federal conseguiu vender ontem a Amazonas Energia, a mais problemática das seis distribuidoras de energia elétrica deficitárias da Eletrobras nas regiões Norte e Nordeste. A unidade foi arrematada pelo Consórcio Oliveira Energia/Atem, sem disputa, que vai pagar o valor simbólico de R$ 50 mil, mas terá que fazer novos investimentos, no valor de R$ 491,4 milhões.

Para o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria, a privatização da Amazonas Energia favorece consumidores de todo o país, já que o custo do déficit de distribuidoras deficitárias pesa nas contas de luz de todo o país. As dívidas da distribuidora são estimadas em R$ 16 bilhões, principalmente por conta da compra de combustível junto à BR Distribuidora. A Eletrobras vai assumir R$ 13 bilhões desses débitos.

— Privatizar era preciso. Com essa dívida, era uma empresa falida, que só não fechou por ser estatal. De imediato, será um alívio para o caixa da Eletrobras e dos consumidores, ao estancar a sangria que representava —disse Faria.

O Consórcio Oliveira Energia/Atem, o único a apresentar proposta, opera nos Sistemas Isolados no Norte do país e já havia vencido o leilão pela Boa Vista Energia, realizado em agosto último. A Amazonas Energia atende 897 mil consumidores em 62 municípios do Amazonas. É a quinta das seis distribuidoras a ser vendida pela Eletrobras. O leilão da última, a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), está marcado para o próximo dia 19.

Fonte: O Globo

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