Em uma clara articulação entre a CPFL e a Vivest, o Conselho Deliberativo da Vivest aprovou, por 2/3 dos votos, as mudanças propostas pela empresa para os planos previdenciários das CPFLs Paulista, Piratininga, Geração e Brasil.

Entre as propostas estão a migração dos planos vitalícios para planos sem renda vitalícia, além do saldamento do Plano PSAP da Piratininga e da adoção de um novo plano CD para os ativos.

O modelo de migração, os cálculos das reservas e os critérios de aplicação do saldamento do Plano da Piratininga são uma incógnita. O Conselho aprovou, de forma irregular, apenas os processos de migraçao e saldamento, mas não a forma e os procedimentos operacionais, ou seja, aprovou um verdadeiro cheque em branco.

Histórico

A CPFL propôs mudanças profundas nos planos de previdência que não tiveram acordo com as entidades sindicais que negociam com a empresa e nem mesmo dentro do Comitê Gestor. Porém, em conluio com a Vivest, a empresa articulou pautar o tema no Conselho Deliberativo por entender que sua proposta tinha chances de passar.

Negociação com o Sindicato de SP

A CPFL, então, buscou negociações com o Sindicato de São Paulo, por ele ter controle sobre três conselheiros na Vivest. Os votos deles eram fundamentais para a aprovação da proposta.

Ela conseguiu fazer um acordo com o Sindicato de SP e com os seus três conselheiros, que votaram a seu favor, aprovando a migração na CPFL e o saldamento do Plano da Piratininga.

Votação dos conselheiros

O Conselho Deliberativo da Vivest é formado por 18 membros. Nove deles são das patrocinadoras e os outro nove, dos participantes (ativos e assistidos). Os representantes das patrocinadoras sempre votam unidos, em bloco.

A matéria da CPFL precisava de 2/3 dos votos do Conselho para ser aprovada. Assim, além dos nove votos dos membros das empresas, eram necessários pelo menos mais três votos dos representantes dos trabalhadores (participantes ativos e assistidos).

Os três representantes dos trabalhadores ligados ao Sindicato de SP foram os que votaram a favor da empresa. O resultado foi 12 votos a favor da CPFL e 6 a favor dos trabalhadores.

Fonte: Ascom Sinergia-SP