Governo do Estado tinha até maio para aprovar a convocação do plebiscito. Por isso, criou uma proposta de mudança da lei, para encurtar o prazo para chamar a consulta popular. Urbanitários do Rio Grande do Sul, representados pelo Sindiágua e Senergisul, lutaram até o fim nesta batalha agora vitoriosa

Os deputados estaduais rejeitaram nesta terça-feira (5/6) o projeto que autorizava a redução de 150 para 90 dias antes das eleições o prazo para o encaminhamento da realização de plebiscito sobre a privatização ou federalização de três estatais do estado, Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) e Sulgás.

O governo tinha até maio para aprovar o plebiscito, pois a legislação prevê que a convocação precisa ser feita pelo menos 150 dias antes da realização das eleições. Por isso, elaborou um projeto de mudança da lei de encurtar o prazo para chamar a consulta popular. O texto teve 29 votos contra e 23 a favor.

Durante a manhã, o governo conseguiu a aprovação na Mesa Diretora do requerimento do governador José Ivo Sartori, que solicitava a convocação do plebiscito. A justificativa principal do Piratini era de que o estado não tem dinheiro em caixa para investir nas três empresas.

“O governo está empenhado em viabilizar o plebiscito porque compreende que há um problema real de gestão sendo enfrentado pela sociedade gaúcha para manter a CEEE, CRM e Sulgás”, argumentou Benvegnú.

Já os deputados da oposição defendiam a manutenção das estatais. “Temos condições de ter alta produtividade e rentabilidade com essas empresas públicas. Nós não vamos dar esse filé para o mercado, para a iniciativa privada”, disse o deputado Pedro Ruas (PSOL). (com informações: G1)


 

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