Até parece que a data-base é da empresa, pois vem querer lucrar com a redução de direitos dos trabalhadores
A comissão da Celpa Equatorial foi à mesa de negociação para levar a posição da empresa sobre a Pauta de Reivindicações. A empresa quer mexer na jornada de trabalho, horas-extra, tirar a homologação de rescisão de contrato no Sindicato, entre outras propostas de mudanças, que com certeza não são para melhor.
Ou seja, a empresa propõe mudanças que prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras. A comissão do Sindicato se posicionou, dizendo que não negocia e nem fecha acordo com retrocessos e exclusão de direitos. Essa discussão aconteceu na quinta-feira, 19, na primeira rodada de negociação da data-base 2020. Teremos outra reunião nesta quinta, 26.
Nesse primeiro diálogo, a empresa negou todas as nove propostas de cláusulas novas. Do bloco de 31 cláusulas a serem mantidas, a empresa quer discutir cinco. A Pauta de Reivindicações foi protocolada na empresa dia 9/10. E somente no dia 26/11 é que os negociadores da Celpa Equatorial irão apresentar as propostas de mudanças dessas cinco cláusulas.
É válido o registro de que a empresa vai muito bem obrigado. No dia 13/11, divulgou balanço trimestral dando conta de que existem nada menos que R$ 7 bilhões em caixa do Grupo Equatorial, apesar do período pandêmico, o que significa que não há porque vir à mesa propor reduzir direitos das pessoas que trabalham para gerar o caixa mencionado nos relatórios. O Ebitda, indicador mais utilizado por investidores de ações na análise de empresas, no período de julho, agosto e setembro, foi “R$ 1.174 milhões no trimestre, aumento de 13,7%, impactado principalmente pelas distribuidoras Equatorial Pará (26,4%), Maranhão (21,4%) e Alagoas (61,0%)”. Os trabalhadores da Celpa Equatorial têm grande parcela na consolidação do caixa da empresa por isso merecem ter as reivindicações atendidas e não ter retirada de direitos.

Fonte: Ascom STIUPA

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