Companhias interessadas na aquisição da distribuidora de energia paulista Eletropaulo deverão realizar conjuntamente, em 18 de maio, um leilão para execução das ofertas públicas de aquisição de ações (OPAs) da empresa.

As informações são da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da bolsa paulista B3, onde ocorrerá a disputa.

Nesta segunda-feira (23/4), a Enel modificou sua oferta pública para aquisição até da totalidade das ações da Eletropaulo, com “a inclusão de compromisso incondicional de aporte de recursos adicional” na companhia, de ao menos R$ 1,5 bilhão, segundo documentos divulgados ao mercado pela distribuidora paulista. A Enel disse que o aporte aconteceria “nos mesmos termos e condições da oferta follow-on” divulgada pela Eletropaulo em fato relevante em 16 de abril, caso nenhuma das ofertas públicas pela empresa seja bem-sucedida. O aporte ocorreria sem prejuízo de um compromisso estabelecido pela Enel em sua proposta anterior, de realizar um aumento de capital de pelo menos R$ 1,5 bilhão na Eletropaulo caso sua OPA pela empresa seja bem-sucedida.

Na última sexta-feira (20/4), a Neoenergia ofereceu pagar R$ 29,40 por papel da companhia. É o maior lance até o momento. Anteriormente, a Energisa apresentou proposta de R$ 19,38 por ação. Já a oferta pública da Enel foi de R$ 28 por papel. A disputa pela compra da Eletropaulo, maior distribuidora do Brasil em faturamento e com atuação em São Paulo, o Estado mais rico do País, representa uma briga pela própria liderança no mercado brasileiro de distribuição de eletricidade, uma vez que qualquer um dos grupos na concorrência que tenha sucesso na compra da elétrica vai se tornar o maior agente do segmento nacional.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o faturamento da Eletropaulo somou R$ 13 bilhões em 2017. Em número de clientes, a empresa só fica atrás da estatal mineira Cemig-D.

A elétrica paulista tem como principais acionistas o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar) e a norte-americana AES, com fatias de 19% e 17%, respectivamente. (fonte: DCI)

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