Com o reconhecimento da pandemia da Covid-19 no Brasil, as principais orientações adotadas mundialmente consistem na higienização das mãos com água e sabão, além de permanecer em casa e assim reduzir o risco de aglomerações e contato com pessoas possivelmente infectadas. Isso porque o vírus se propaga pelo contato entre pessoas, e entre pessoas e objetos contaminados. Estas recomendações chamam a atenção com relação à sua escala de ação, o acesso à água e às condições de vida, ou seja, trata-se de uma questão de segurança hídrica.

A principal prevenção ao contágio é individual e relacionada aos nossos corpos. Essa prevenção depende do acesso à água limpa em quantidade adequada nos domicílios e das condições habitacionais que devem permitir distanciamento e não aglomeração de pessoas. Ou seja, as orientações das autoridades assumem que toda a população tem o mesmo acesso à água e à moradia. Porém, essas condições de acesso não são iguais para todas as classes sociais e os problemas se agravam exatamente para os mais vulneráveis.

Pesquisas recentes explicitaram que as populações mais afetadas pela falta ou insuficiência de acesso à água são as de baixa renda – principalmente as com baixa escolaridade e a população negra –, além dos moradores em situação de rua. Nas grandes cidades, esse problema se concentra nas favelas, ocupações, assentamentos populares e aldeias indígenas. Ao mesmo tempo, a Covid-19 escancara que as ações para promover a segurança hídrica não serão efetivas se não alcançarem a escala do indivíduo e dos corpos. Ou seja, não é suficiente garantir água em quantidade e qualidade adequada na escala regional enquanto utilizarmos um sistema de abastecimento desigual e injusto.

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