O caminho da privatização de estatais e serviços públicos essenciais é adubado pelas reclamações e descontentamento das populações atendidas.

Apesar dos alertas e denúncias dos trabalhadores dessas próprias estatais da sua gestão deliberadamente apontada para o sucateamento das condições de trabalho, o desmanche das estruturas demarca uma política de indispor a sociedade, de arrasar o valor de mercado das empresas e facilitar sua entrega a preço de banana para a iniciativa privada lucrar com serviços essenciais e básicos para as populações.

Um exemplo é o que vem acontecendo com a precarização do serviço de atendimento na Copasa, através do telefone 115, entregue para ser operado por terceiros, que não têm vínculo com a empresa, que não vestem sua camisa e que desassistem a população com um trabalho que trava ações operacionais de reparo, de expansão, de sustentabilidade.

O retrato nu e cru da prestação de serviços é a falta de interesses pelas soluções de problemas e sem preocupações com a imagem da empresa ante aos consumidores, onde necessita de ampliação de fiscalizações. Transformaram esta ferramenta em um sistema de autoatendimento lento e com medidas taxativas, sem possibilitar aos usuários questionamentos fora da cesta de opções e com repetições de interações demorados, com retorno aos menus principais, com tempo de esperas excessivas.

O resultado é o descredito aos bons serviços prestados pela empresa e pelos trabalhadores, onde são constantemente questionados pelas dificuldades ocasionadas nos auto-atendimentos, realizados através do 115.

O Sindicato oficializou à Copasa a constatação de reclamações contundentes dos consumidores, exigindo que esse sistema de atendimento seja melhorado, que reflita a capacidade técnica da empresa em apresentar soluções de qualidade, protegendo a confiança e a imagem construída pela empresa ao longo dos anos.

Não se pode cruzar os braços diante de um problema que impede a eficiência da empresa como prestadora de um serviço essencial e que gera focos de resistência nos municípios para manter os contratos para operação dos sistemas de abastecimento de água demais operações de saneamento.

Fonte: Sindágua MG

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